O Sindicato das Empresas de Refeições Coletivas do Estado de Minas Gerais (SindercMG) informou que a continuação da greve pode deixar hospitais e presídios de Minas Gerais sem alimentação. “O que pode gerar riscos à vida e desordem social, em função dos bloqueios ainda existentes motivados pela greve dos caminhoneiros, informa a nota.

De acordo com o sindicato, a situação pode se agravar a partir do fim de semana quando os estoques de alguns fornecedores deve acabar. “a disponibilidade de insumos nas localidades ainda não foi regularizada e é insuficiente para os volumes atendidos”, diz a nota.

Ainda segundo o SindercMG, a situação mais crítica é região do Vale do Aço do Estado, na região Metropolitana de Belo Horizonte e em Juiz de Fora, na Zona da Mata. “É preciso apoio do governo para acesso de pessoal e de suprimentos aos locais de produção e distribuição de alimentação, especialmente para hospitais e presídios, para evitar o agravamento da crise e maiores riscos à vida e à ordem social”, considera o sindicato.

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O gabinete de crise do governo de Minas criou um adesivo para veículos com carga prioritária, no entanto, o sindicato afirma, que os caminhoneiros grevistas não estão deixando os veículos passarem e ainda agridem os motoristas.

“Dessa forma, vem requerer do senhor Prefeito e do senhor Governador que, através do Exército, da Polícia Federal, Militar e Civil, Secretarias de Administração Prisional, de Saúde e de Segurança Pública, Diretorias de Presídios e de Hospitais dentre outros, concentrem esforços para garantir o acesso de insumos para os atendimentos de alimentação de hospitais e presídios. Que seja garantido também o transporte público, ao menos nos horários de trocas de turno, para regiões hospitalares, mesmo em domingos e feriados, a fim de evitar a falta de acesso de pessoal para atendimento das necessidades de alimentação dos que ali estão reclusos e não possuem alternativa”, escreveu o sindicato.

Quanto aos presídios, o Sinderc afirma que a segurança pública ficará em risco caso o fornecimento de alimentação seja de alguma forma impossibilitado. “É preciso que a administração pública tenha um plano B se por falta de transporte, insumos, pessoal ou gás, falte a alimentação convencional”, conclui a nota.

A reportagem de O TEMPO aguarda resposta do governo sobre o assunto.

 


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