Com o término da greve dos caminhoneiros em todo o país, o abastecimento na Ceasa de Uberlândia começa a se normalizar aos poucos e o movimento cresceu no local. No entanto, os preços de algumas mercadorias ainda continuam um pouco acima do comum.

De acordo com dados da administração da Ceasa, cinco dos 150 itens vendidos no local tiveram uma alta de preço significativa durante os dias da paralisação. A maior alta registrada foi a da batata: o saco custava 100 reais, mas chegou a ser vendido por 300 reais durante a paralisação. Por conta da alta procura, ele saia por 120 reais nesta sexta-feira.

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Os demais produtos que continuam em alta são a abobrinha, limão, quiabo e vagem, que durante os dias de paralisação dos caminhoneiros, registraram de 50% a 220% de aumento em seus preços (confira maiores detalhes na reportagem abaixo).

Mesmo assim, muitos comerciantes saíram em busca das mercadorias para abastecer seus estoques, como Adriano Marquete, que é proprietário de um sacolão.

“Vim buscar, basicamente, o que tava faltando, como abobrinha, tomate, batata, que deixei pra comprar hoje pra ver se baixava o preço. Vagem também, por que semana passada tava bem caro”, disse.

No entanto, também foi registrado o efeito oposto. Mesmo com a paralisação, alguns produtos registraram queda e causaram prejuízos para seus produtores, como o tomate, por exemplo.

O produtor Marcelo Melo explicou que essa queda ocorreu por que os caminhões descarregam uma grande quantidade de tomate no Ceasa e não houve compradores suficientes.

“O preço baixou muito. O tomate era pra estar na faixa de 50 a 60 reais (a caixa). No mercado passado, deu 20, 25, 30 reais e sobrou muito tomate. Hoje, ta na faixa de 40, 35 reais”, disse.

Informações: Camila Rabelo


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