Os usuários do metrô encontraram as estações abertas no início da manhã desta sexta-feira (1).

O serviço, que está com o funcionamento prejudicado desde o dia 29 de maio por conta da greve dos metroviários, vai funcionar somente até às 9h30 da manhã de hoje seguindo a determinação do comando de greve da categoria.

Mesmo em funcionamento, a estação do Eldorado apresentava baixo movimento de passageiros no começo da manhã. A enfermeira Maria Aparecida Gomes, de 37 anos, saiu de Betim e se arriscou a tentar usar o metrô nesta sexta, mesmo depois de ter encontrado a estação fechada ontem.

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“Ainda bem que hoje está funcionando agora pela manhã. Ontem foi muito complicado para chegar ao trabalho, tive que encarar três ônibus e atrasei quase uma hora”, afirmou a enfermeira que usa o metrô para chegar até a região hospitalar de Belo Horizonte.

O atendente de lanchonete João Faria, de 27 anos, foi outro que se sentiu aliviado ao encontrar a estação aberta nesta sexta-feira. Faria que saí do Parque São João em Contagem para trabalhar no centro da cidade garante que o serviço do metrô facilita demais o deslocamento.

“Sem o metrô funcionando tudo fica mais difícil. Pena que não está aberto na hora da volta”, lamentou.

Nessa quinta-feira (31), durante o feriado de Corpus Christi, o metrô não funcionou.

Justiça

A Justiça decidiu na quarta-feira (30) que a partir dessa quinta (1) o metrô deveria circular com escala mínima de 80% nos horários de pico – de 5h30 às 10h e das 16h às 20h, de segunda a sexta. A decisão foi tomada pelo desembargador Márcio Vidigal, primeiro vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que deferiu parcialmente a liminar requerida pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

Assembleia Extraordinária

O Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindmetro-MG) marcou uma assembleia extraordinária para a manhã dessa sexta-feira (1), na estação central do metrô. 

Na assembleia realizada nessa quarta-feira, o Sindmetro-MG recusou a proposta feita pela CBTU que ofereceu aumento de 4,68% sem retroativo a maio de 2017; R$ 1 mil de abono em uma única parcela e readequação de 14 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).


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