Nos supermercados e sacolões de Belo Horizonte e das cidades da região metropolitana os clientes começam a encontrar as gôndolas abastecidas, especialmente de hortifrutigranjeiros.

Nos estabelecimentos visitados pela reportagem de O TEMPO neste sábado (2), em Contagem, os consumidores encontraram preços retornando à normalidade.

Com receio de uma nova greve, o gerente Roberto Flávio Carvalho, de 40 anos, responsável por um supermercado no bairro Riacho, em Contagem. resolveu abastecer o depósito não só para garantir as mercadorias, mas também o preço competitivo.

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“O que chama o cliente é o bom preço, então temos que nos precaver. Espero que não aconteça uma nova greve, mas o melhor mesmo é estar preparado”, afirmou Carvalho.

E nem mesmo a ameaça de uma nova greve levava as donas de casa a comprar o que não era necessário. A auxiliar de consultório dentário, Silvânia Martins, de 51 anos, garantiu que mesmo com os boatos de uma nova paralisação, somente compraria o necessário.

“Nós somos os melhores fiscais e esta onda de desespero é que leva os comerciantes a tirarem proveito. Eu deixei de comprar batata semana passada, porque o preço estava abusivo. E assim vou continuar fazendo”, enfatizou Silvânia.

Já a costureira Eliane de Souza, de 60 anos, preferiu se precaver e encher o carrinho de compras, mesmo com os preços um pouco mais altos. “Infelizmente a greve fez os preços subirem muito. Nós precisamos da mercadoria, não temos como fugir”, lamentou a costureira.


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