Os professores das Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) de Belo Horizonte decidiram em Assembleia da categoria, na tarde desta segunda-feira (4), em frente a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), no centro da capital mineira, pela continuidade da greve que já dura 42 dias. A assembleia reuniu cerca de 1.500 professores, que ocuparam duas faixas da avenida Afonso Pena. 

Representantes do comando de greve informaram que a equipe do prefeito Alexandre Kalil (PHS) apresentou na manhã desta segunda-feira (4), de forma não oficial, uma nova proposta de negociação. 

O acordo seria que os professores voltassem para as salas de aula, e que a antiga proposta de melhoria dos salários dos professores em 40% da categoria, passaria para 80%. “Nós até pensamos em suspender a greve, a equipe da prefeitura garantiu que o prefeito nos receberia hoje, mas agora avisaram que só poderia nos receber amanhã. A greve é nossa garantia, por isso a assembleia decidiu por continuar”, explicou a professora e integrante do comando de greve, Tatiane Ferreira.

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Os professores pedem a equiparação total das carreiras com as dos educadores do ensino fundamental. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede), um professor com ensino superior do ensino básico ganha um salário mensal inicial de R$ 1.451 enquanto um professor do ensino fundamental recebe mensalmente o valor de R$ 2.200. Um grupo de professores está acampado em frente à PBH há doze dias. Integrantes do movimento garantiram que o acampamento será mantido e uma nova assembleia da categoria será realizada na próxima quarta-feira, às 9h, no mesmo local.


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