Mais quatro ônibus e uma caminhonete foram incendiados nas últimas horas, na região Sul de Minas Gerais, entre a noite dessa segunda-feira (4) e a madrugada desta terça (5). De acordo com a Polícia Militar, os ataques ocorreram nas cidades de Passos e Itajubá.

Em Itajubá, três pessoas foram presas suspeitas de incendiarem dois ônibus na cidade durante a madrugada desta terça.

Já em Passos, outros dois coletivos e um carro, que prestava serviços para a Cemig, também viraram cinzas durante a noite dessa segunda-feira.

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Um dos ônibus incendiados levava funcionários da JBS quando foi cercado por pelo menos cinco pessoas, na rua Pirapora, no bairro Nossa Senhora de Fátima. O motorista e os passageiros foram retirados pelo coletivo e três integrantes do bando atearam fogo no veículo. 

Mais cedo, aproximadamente uma hora antes, uma caminhonete, usada para manutenção da rede elétrica por uma empresa terceirizada da Cemig, foi atacado na rua das Amoras, no bairro Jardim Califórnia. Dois homens armados renderam o motorista e uma outra pessoa que estavam no veículo e logo após iniciaram o incêndio. Na mesma rua, durante a tarde, um ônibus da viação Cisne já tinha sido incendiado. 

A PM ainda busca informações que levem à prisão dos criminosos.

Ataques em todo o Estado

Desde que a série de ataques a ônibus começou em Minas Gerais no último domingo (3), ao todo 35 coletivos foram destruídos por incendiários em 18 cidades do Estado. Os números foram informados pela Polícia Militar na manhã desta terça-feira (5). Ainda de acordo com a corporação, aproximadamente 40 criminosos envolvidos nesses casos já foram presos.

A corporação trabalha com a possibilidade de uma ação orquestrada por fações criminosas organizado pelas redes sociais.

De acordo com o chefe da Sala de Imprensa da Polícia Militar, major Flavio Santiago, especula-se que sejam crimes com demandas vindas de dentro dos presídios.

“Não foi algo só em Minas, tivemos registros de ações semelhantes em outros Estados, como São Paulo. O serviço de inteligência irá investigar, mas mesmo sendo regiões distantes, com as redes sociais é possível essa articulação”, afirmou.


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