Em tempos de crise, a ideia de pagar mais caro por um produto sustentável pode não passar pela cabeça de muitas pessoas. No entanto, milhares de consumidores têm adotado essa prática, visando a melhoria da própria saúde e do meio ambiente. Um exemplo disso são os que consomem alimentos orgânicos.

Esse tipo de alimento é produzido de forma natural. Dessa forma, não são utilizados, em todo o seu processo de produção, nenhum tipo de agrotóxico e fertilizante, tornando-o muito mais saudável. No entanto, de acordo com a nutricionista Viviane Santos, a principal desvantagem dos orgânicos é o preço. “São muito mais caros do que os alimentos convencionais. Meu gasto com alimentação aumentou cerca de 50%, mas prefiro pagar mais e comer algo que beneficie a minha saúde e o meio ambiente”, afirma.

Outro consumidor que mudou os hábitos alimentares foi Roncalli Daniel. “Há quatro anos percebi que minha alimentação não era boa. Foi aí que conheci os orgânicos e optei por eles”, lembra. Segundo ele, os gastos alimentares aumentaram cerca de 60%. Dono de uma loja virtual que vende esse tipo de alimento, Daniel frisa que o hábito de consumir comidas naturais “faz com que deixemos um mundo melhor para os nossos filhos, pois só vamos conseguir isso se preservarmos o meio ambiente”.

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O empresário ainda revela que estimula as pessoas a trocarem os mantimentos tradicionais pelos mais saudáveis de forma gradativa. “Como o preço dos orgânicos ainda é um pouco elevado, a melhor opção é começar pelo consumo de verduras e legumes”, diz Daniel.

Prova de que os brasileiros estão se preocupando em se alimentar melhor está no aquecimento do setor. De acordo com o Conselho Nacional da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), a estimativa de crescimento do setor é de 30% em 2018.

Preocupação. Sócio-proprietário de um grupo que possui uma frota de 15 táxis híbridos em Belo Horizonte, Hutney César decidiu investir no negócio há nove meses. Para ele, o aporte financeiro realizado para adquirir esse tipo de veículo foi uma inovação, pois ajuda ao meio ambiente. “O modelo que trabalhamos emite 50% menos dióxido de carbono (CO2), gás que mais contribui para o efeito estufa, quando comparado a um carro convencional”, explica.

Apesar do alto valor investido (cerca de R$ 126 mil à vista), ele acredita que devemos acompanhar a evolução dos tempos e nos preocupar, cada vez mais, com a natureza. “Cada um deve fazer o que pode para ajudar a salvar o planeta”, argumenta.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram vendidos, no Brasil, 893 carros elétricos ou híbridos no primeiro trimestre de 2018. O número corresponde a um aumento de 58,9% quando comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram comercializados 562 modelos.

Conforme dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), existem, atualmente, cerca de 7.120 carros elétricos e híbridos em circulação nas ruas do país. Em todo o mundo, a frota desse tipo de automóvel ultrapassa o número de 3 milhões de unidades comercializadas.
 

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