Um recurso da defesa do ex-goleiro Bruno Fernandes que pede a nulidade do júri que o condenou em 2013 será julgado nesta quarta-feira (6) no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A partir das 13h30, cinco integrantes da 4ª Câmara Criminal irão analisar o pedido dos advogados, que pedem que prevaleça o entendimento do desembargador que não considerou válida a expedição da certidão de óbito de Eliza Samudio, em dezembro de 2012.

A defesa do ex-goleiro alega que, na época, a expedição do documento teria influenciado a convicção dos jurados. De acordo com o TJMG, em setembro de 2017, o desembargador Corrêa Camargo entendeu no julgamento de apelação criminal – contra a sentença que o condenou em 1ª instância – que não era válida a expedição da certidão de óbito da Elisa Samúdio.

O ex-goleiro, que está preso em Varginha, no Sul de Minas, não deve comparecer ao julgamento, segundo o TJMG. A sessão acontece na sede Afonso Pena do TJMG e será pública.

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Regime fechado

No último dia 30, a Justiça negou o pedido de liminar da defesa do ex-goleiro que pedia progressão para o regime semiaberto. Na decisão, o desembargador Doorgal Andradao entendeu que não houve tempo suficiente para essa progressão de pena.

Ex-amante

O TJMG também irá julgar o pedido da defesa da ex-amante de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, que também pede a nulidade do julgamento.

Os advogados alegam que a apresentação de uma foto do menor B.S., durante o júri da jovem, foi feita sem a estrita observância do prazo previsto em lei. Para a defesa da ré, essa foi uma manobra desleal. No julgamento da apelação, também houve divergência dos desembargadores quanto a esse ponto, o que suscitou o novo recurso.


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