A greve dos professores das Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) de Belo Horizonte, que já dura 44 dias, será mantida por tempo indeterminado.

A decisão foi tomada durante uma assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (6) em frente a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), no centro da capital mineira.

Os professores pedem a equiparação total das carreiras com as dos educadores do ensino fundamental.

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“A gente realizou uma assembleia no dia 4 (segunda-feira) com a intenção de suspender a movimento para negociar com o prefeito, mas ele recuou”, disse a professora municipal e integrante do comando da greve, Tatiana Ferreira.

Ana Oliveira, outra professora que integra o grupo, disse que o prefeito está indiferente. “Nós já fomos flexíveis várias vezes, inclusive conversamos para fazer a suspensão da greve, no entanto ele recuou e não aceitou nem a suspensão nem a negociação”, declarou.

O prefeito Alexandre Kalil afirmou, em nota enviada nessa terça-feira (5), que só retomará as negociações se as aulas voltarem. “Não sendo assim, a cidade deve se preparar para uma longa greve”, ponderou.

“O prefeito está achando que é clube de futebol, que ele manda e os outros obedecem. Ele é responsável por uma gestão de uma cidade e tem que compreender que as diferenças precisam ser escutadas e chegar a um meio-termo”, afirmou o professor Wanderson Rocha, de 43 anos.

De acordo com Kalil, a proposta apresentada pela prefeitura no dia 2 de maio concederia aumentos de até 21,55%, mas foi recusada pelo Sindicato e retirada pelo órgão. .

Diferença

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede), um professor com ensino superior do ensino básico ganha um salário mensal inicial de R$ 1.451 enquanto um professor do ensino fundamental recebe mensalmente o valor de R$ 2.200.


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