A paciência de Atisha

Atisha, um grande mestre tibetano, tinha um empregado que era muito desagradável. Estava sempre muito mal disposto, resmungava com tudo e arranjava problemas com todas as pessoas do mosteiro. Além disso, era muito malcriado com o mestre.

Indignados com a sua atitude, os discípulos imploravam ao mestre que o mandasse embora, pois o substituiriam no seu trabalho. Então, Atisha respondia:

– Sem ele, como é que vou treinar a minha paciência?

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Consta que, ao fim de uns anos, tratado carinhosamente por Atisha, o empregado se converteu.

Agora, quando alguma coisa me irrita ou alguém me aborrece, lembro-me desta história e agradeço a “este meu empregado Atisha”, que me permite desenvolver a paciência.

Fonte: Histórias Budistas

divulgação

Pratique a paciência!

Você não precisa ter um funcionário que te aborreça para praticar a paciência. O mundo é recheado de pessoas que parecem estar ali só para testar seus nervos e fazer você explodir a qualquer momento. Eu confesso que comigo isso também ocorre, e não tenho sangue tão frio a ponto de ficar inerte a uma provocação de um “telemarketing” ao me pedir para “estar esperando” mais um minutinho. Nessa semana, a NET testou bem a minha paciência… rs

No entanto, explodir, gritar, bater na mesa… resolve? Eu diria que não só não resolve, como também piora a situação. Em vários sentidos. Do lado de lá, alguém que ficará assustado e aborrecido com sua atitude e, provavelmente, não terá mais tanta vontade de te ajudar. Do lado de cá, alguém – você – que estará oferecendo ao seu coração uma boa dose de Cortisol – um hormônio produzido pela glândula suprarrenal em resposta a picos de estresse. 

Conte até 10, até 100… Respire fundo e diga para si mesmo: “Eu consigo ultrapassar este problema sem me aborrecer”. Dê um sorriso e continue tentando resolver a situação com SABEDORIA.

Atitude é importante, mas desde que se aja com paciência!

Marcio Zeppelini /  www.marciozeppelini.com.br


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