Nos últimos cinco dias Minas Gerais sofreu mais de 100 ataques, dentre incêndio de ônibus, ataques a policiais militares, delegacias, agências bancárias e até uma rádio. Desde o último domingo (3) já são 101 ataques, segundo contabilizado pela reportagem de O TEMPO. Somente ônibus incendiados já são 63 veículos em 34 mineiras, ainda de acordo com levantamento de O TEMPO. 

Segundo dados da Polícia Militar, 51 pessoas foram presas e 22 adolescentes apreendidos pelo crime. Além disso, duas armas de fogo foram apreendidas, materiais de queima e celulares. A polícia contabiliza oficialmente apenas 61 ônibus queimados. 

Entre a noite desta quarta-feira (6) e a manhã desta quinta-feira (7) três ônibus foram incendiados. Um deles foi em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o outro em João Pinheiro e o último em Sacramento, no Alto Paranaíba. Em Uberlândia chegou a 10 o número de ônibus queimados.

Continua após a publicidade

Para tentar coibir os ataques, algumas cidades do interior estão reforçando o policiamento e militares a paisana estão circulando nos ônibus para tentar identificar os suspeitos. Os ataques estão sendo comandados pelo PCC e adolescentes estão sendo utilizados para colocar fogo nos ônibus.

Nesta quinta-feira três bancos tiveram caixas eletrônicos explodidos em Vazante. Os criminosos ainda chegaram a trocar tiros com policiais de uma cidade vizinha. Já nesta quarta-feira (6) agências bancárias foram atacadas em Ibiá.

 Além destes crimes, houve também veículos particulares incendiados, como carros e caminhões, casa de policiais militares, delegacias e até mesmo uma rádio do Triângulo Mineiro atacadas.

Uma base da Polícia Militar Florestal foi atacada durante a noite desta quarta-feira, em Alfenas, no Sul de Minas Gerais. Segundo a Polícia Militar, homens em um carro efetuaram pelo menos três disparos contra o prédio, que fica localizado na Praça da Saudade, no bairro Aparecida. A Polícia Militar informou que no momento do ataque, o prédio onde fica instalado a base da polícia florestal estava vazia.

Em Varginha, também no Sul de Minas, bandidos atiraram contra a guarita do presídio da cidade. Segundo a Polícia, dois homens que passavam na frente do presídio em uma motocicleta atiraram em direção a guarita de guarda das muralhas do presídio. Nenhuma pessoa foi presa pelo ataque.

A ausência ou ineficácia dos bloqueadores de celular nas prisões de Minas podem ter facilitado a comunicação dos presos de facções criminosas que estariam comandando a onda de ataques a ônibus nas cidades mineiras, segundo especialistas ouvidos por O TEMPO.

No Estado, dos 200 presídios comandados pela Secretaria de Administração Prisional (Seap), somente um tem bloqueador de celulares em funcionamento. A denúncia é da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG).

Já a Seap garante que existem cinco equipamentos em operação no Estado. Mesmo considerando o número do governo, o índice de bloqueadores abarca 2,5% das cadeias.

 


Comments are closed.