O comandante geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Helbert Figueiró de Lourdes, repercutiu nessa sexta-feira (8) a invasão feita por agentes de segurança no Palácio da Liberdade na última quarta-feira (6).

No evento que comemorava os 243 anos da Polícia Militar e contava com a presença do governador Fernando Pimentel, o comandante geral disse que o protesto envergonhou a polícia diante da sociedade. 

“Alguns representantes da nossa classe promoveram o ato e infelizmente nos deixou perplexos, nos deixou envergonhados perante a sociedade porque não são atos que se alinham e convergem com os valores da classe policial”, disse o coronel.

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Discursando para os policias que desfilaram e acompanharam o evento, Figueiró disse que o Estado vive um momento difícil, tal como todo o país, mas que a corporação tem conseguido o apoio do governo para minimizar a crise. O coronel ressaltou que o governo tem recebido as demandas da categoria e se esforçado para conseguir atender algumas questões.

No final do discurso, o comandante pediu a compreensão dos militares. “Estarei sempre os representando, de maneira silenciosa, mas bastante contundente, para que a gente consiga minimizar os efeitos dessa situação, que é nacional e que também aflige Minas Gerais”, disse.

Invasão 

Na quarta-feira (6), servidores da segurança pública, entre eles bombeiros, policiais miltiares e civis e agentes penitenciários, invadiram o Palácio da Liberdade, sede do governo do Estado. 

Os manifestantes exigiam o fim do parcelamento salarial, que ocorre com servidores de Minas Gerais desde o ano passado, melhorias no Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg), além de reposição salarial.

O governo, por meio de nota enviada à imprensa, disse que o ato era “irresponsável” e um “lamentável oportunismo político”. A nota condenava a atitude de um ex-policial que “insuflou uma claque a invadir o Palácio da Liberdade”. A referência seria ao deputado Sargento Rodrigues (PDT).

O governo disse que há uma tentativa de “desestabilizar a área de segurança” e que a situação era perigosa, principalmente diante dos ataques criminosos a ônibus que ocorreram desde domingo em Minas.

Era esperado uma manifestação na Academia de Polícia nesta sexta-feira durante a cerimônia de aniversário da corporação que contou com a participação de Pimentel. Entretanto, o evento não teve nenhum tipo de protesto por parte de agentes.


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