Uma operação da Polícia Federal, em parceria com as polícias Civil e Militar, nesta sexta-feira (7), resultou nas prisões de quatro homens e uma mulher que, de acordo com as investigações, seriam integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e responsáveis pelo planejamento de ataques em Uberaba, no Triângulo Mineiro.  

A ação começou por volta das 4h30, onde foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão. A Justiça expediu oito mandados de prisão preventiva, mas três pessoas não foram localizadas.

“As buscas e apreensões foram realizadas nas residências dessas pessoas depois de um trabalho de inteligência das três instituições. Temos informações que o grupo estava planejando os ataques, seja efetivamente organizando as ações ou passando informações para outros integrantes a respeito de ônibus que deveriam ser incendiados e de que forma deveriam atuar”, de explicou o delegado-chefe da Polícia Federal de Uberaba, Marcelo Xavier. 

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Segundo ele, durante as operações foram apreendidas anotações relacionadas à facção, celulares e uma pequena quantidade de droga.

 “Não é possível estimar quantas pessoas são ligadas à facção na cidade. Vamos continuar com ações para que sejam feitas prisões de outros integrantes”, afirmou.  

Também presente na coletiva de imprensa, o delegado regional da Polícia Civil, Heli Andrade, explicou que alguns dos presos, que não tiveram os nomes divulgados, não tinham antecedentes criminais.

 “Não temos nenhuma pessoa dessas presas que não sabia o que estava fazendo. Todos sabiam, todos são membros da facção, uns mais recentes, outros antigos, e vão responder pelos crimes”, destacou o policial. 

Segundo os dois delegados, os presos tinham cargo de “disciplina” dentro do PCC. Na hierarquia da facção, eles seriam responsáveis por passar ordens aos subordinados. Os suspeitos foram autuados por organização criminosa, dano qualificado e incêndio. Se condenados podem pegar até 13 anos de prisão.

Ataques. Em Uberaba, desde o último domingo, sete ônibus foram queimados, além de ações criminosas contra caminhões de coleta de lixo, agências bancárias e lotéricas e uma tentativa de ataque à sede do Ministério Público. 

Segundo a Polícia Militar, ações preventivas ainda são realizadas na cidade, incluindo militares à paisana dentro dos coletivos.


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