O Hospital Júlia Kubitschek, localizado no bairro Araguaia, em Belo Horizonte, ameaça fechar o atendimento de urgência e emergência e também a maternidade, assim como também suspender as cirurgias eletivas e restringir os leitos de internação por falta de materiais.

A reportagem de O TEMPO teve acesso a um ofício encaminhado ao Sindicato dos Médicos do Estado de Minas Gerais. A direção da unidade deu um prazo de 72 horas, contados a partir das 13h47 de terça-feira (13), quando o comunicado foi protocolado, para que a presidência da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) resolva o problema do desabastecimento.

Segundo o documento, desde o início de maio de 2018 o hospital vem convivendo com a falta de materiais médico-hospitalares e medicamentos.

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“Tentamos empréstimos dentro e fora da Rede Fhemig, mas, não há como manter o hospital funcionando sem os insumos essenciais”, diz o documento assinado pela diretora-técnica do hospital, Inessa Beraldo de Andrade Bonomi.

“Chegamos ao nosso limite ético com a falta completa de luvas de procedimento, fitas de esterilização e inúmeros outros, num total de mais de 200 itens. Estamos utilizando luvas estéreis como contingência”, completa o ofício.

Ainda de acordo com Inessa Bonomi, o problema foi encaminhado à presidência da Fhemig, dando o prazo de 72 horas, a partir de terça-feira, para uma resposta definitiva.

Nesse documento, que a reportagem do Super Notícia também teve acesso, a presidente da Fhemig, Vânia Cunha, é alertada que fornecedores e as empresas prestadoras de serviço estão se recusando a fazer entregas de insumos e executarem serviços.

“Não estamos mais obtendo êxito nos empréstimos e trocas, o que tem trazido grandes riscos de desassistência aos usuários”, diz o documento. “Neste momento estamos com estoque zerado de luvas de procedimento, discos para antibiograma, fitas para controle de esterilização, itens vitais para o funcionamento dessa unidade de saúde”, completa.

“As últimas notas liquidadas dessas empresas foram em dezembro, porém com bloqueio de pagamento e temos quase 200 itens em falta, itens também críticos e indispensáveis à assistência”, reforça o documento.

Outros comunicados já haviam sido encaminhados antes ao Conselho Regional de Medicina (CRM-MG) e ao Sindicato dos Médicos, além da própria Fhemig, segundo o hospital.

RESPOSTA

A Fhemig informou que desde ontem (terça-feira) foi necessário restringir o atendimento no Hospital Julia Kubitschek devido à falta de alguns insumos vitais para garantir a assistência segura tanto para o usuário quanto para o servidor.

“Nestaquarta-feira, com o remanejamento de alguns materiais entre as unidades da Rede e a entrega de outros por fornecedores, foi possível retomar a maioria dos serviços, exceto cirurgias eletivas, uma vez que estamos aguardando a entrega de alguns itens específicos de bloco cirúrgico”, informou a Fhemig.


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