Uma operação conjunta da Polícia Civil de Minas Gerais e Ministério Público de São Paulo cumpriu oito mandados de prisão e 11 de busca e apreensão contra envolvidos na onda de ataques a ônibus coletivos em Minas. De acordo com as corporações, dos envolvidos, dois estavam em liberdade e outros seis já estavam em uma unidade do sistema prisional do Estado.

A operação é resultado das investigações decorrentes dos recentes episódios ocorridos em Minas Gerais de queimas de ônibus e outros crimes contra o patrimônio. Os agentes atuaram no Sul de Minas, em Pouso Alegre, Poços de Caldas, Guaxupé, Extrema, Passos, Caxambu, Alfenas, Fortaleza de Minas, no Centro-Oeste em Divinópolis e no Alto Paranaíba, em Sacramento. Policiais atuaram ainda em São Paulo, onde foram cumpridos mandados de busca em Presidente Venceslau.

Foram apreendidas drogas, computadores, celulares, documentos, entre outros objetos importantes para a continuidade das investigações.

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“Atuamos conjuntamente em uma importante operação para cumprimento de diversos mandados em nosso Estado. As organizações criminosas não têm fronteiras e podem ficar cientes de que as polícias têm trabalhado juntas e darão as prontas-respostas que a população merece”, afirmou o delegado-geral Bráulio Stivanin Júnior.

Na prisão

Dos oito mandados de prisão seis foram cumpridos no Sistema Prisional de Minas. A Lei de Organizações Criminosas, sancionada em 2013, definiu o conceito de Organização Criminosa e criou uma punição específica para os seus integrantes.

“Esta nova lei possibilitou a responsabilização de pessoas presas que comandavam crimes do interior de Unidades Prisionais, podendo aumentar as penas inicialmente imputadas a esses indivíduos, de modo que tais condutas não permaneçam mais impunes”, concluiu o delegado regional em Poços de Caldas, Gustavo Manzoli.


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