A menina de 3 anos espancada  pelo padastro em Poços de Caldas, no Sul de Minas, por fazer xixi na roupa chegou a dizer à mãe que não faria mais isso. Ana Lívia Lopes da Silva morreu nesta sexta-feira (15). O homem e a mãe da criança foram presos.

Segundo a Polícia Civil, o agressor de 27 anos permaneceu calado no momento da prisão e durante o depoimento. Já a mãe de Ana disse que acordou na quinta-feira e viu o companheiro dando banho gelado na menina. Em seguida, a criança foi colocada na cama, onde ficou gemendo por horas.

“Ele disse que não era para pedir ajuda porque a menina iria melhorar. A mãe afirmou que ficou ao lado da filha o tempo todo, mas depois a menina começou a vomitar sangue”, contou o delegado Regional de Poços de Caldas, Gustavo Henrique Magalhães.

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Ainda conforme a mulher, o companheiro era bem nervoso e, há cerca de um mês, ele havia machucado a orelha da menina durante uma agressão. A jovem também já havia sido agredida pelo criminoso, mas não tomou nenhuma providência. 

O caso

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a menina foi levada a um hospital desacordada e muito inchada pela tia materna, no início da noite dessa quinta-feira (14). Policiais foram acionados e fizeram contato na unidade de saúde também com a mãe do suspeito.

A mulher disse que ao chegar do serviço foi abordada pela nora, mãe de Ana Lívia, dizendo que o companheiro havia batido na enteada. À polícia, a mulher de 18 anos contou que as agressões ocorreram na quarta (13) depois que a menina urinou na roupa e, irritado, o criminoso, de 27, deu chineladas na garotinha.

A mãe afirmou que estava dormindo e só percebeu que a filha havia sido agredida por volta de 8h30 dessa quinta. A criança ainda teria conversado um pouco, mas perdeu a consciência e passou o dia inteiro desacordada dentro de casa. A mãe alegou que entrou em desespero e por isso não tomou nenhuma providência.

Por volta das 17h30, a criança começou a vomitar e só então a mãe pediu ajuda da sogra. A princípio, a menina recebeu o primeiro atendimento no Hospital Margarita Moralles, mas, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida para a Santa Casa da cidade, onde foi constatado traumatismo craniano.

A criança permaneceu em coma induzido até a madrugada, quando morreu. Um médico da Santa Casa afirmou aos militares que Ana Lívia tinha sinais de abuso sexual. No entanto, apenas exames periciais poderão confirmar o estupro.

O casal foi autuado por homicídio qualifica do por motivo fútil e meio que impossibilitou a defesa da vítima. A mãe também vai responder por omissão. Os dois foram encaminhados ao sistema prisional e estão à disposição da Justiça.


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