Um helicóptero Arcanjo, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, que realiza os atendimentos de urgência e emergência pela corporação, está parado desde a última sexta-feira (15) devido a uma linha de cerol. O equipamento que permite que a aeronave levante voo foi atravessado pela linha. Não há previsão de retorno do helicóptero e, segundo a corporação, conserto deve custar US$ 40 mil, cerca de R$ 150 mil.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto do Arcanjo 04 realizava o pouso no Aeroporto da Pampulha quando avistou uma pipa. Ele tentou manobrar, mas não conseguiu desviar da linha. A linha danificou duas hastes de comando de passo, equipamento responsável pela inclinação das pás da aeronave e que permite que ela voe.

Esse equipamento possui uma proteção, mas, devido ao fato de a linha ser fina, ela passou entre a proteção e a peça, causando um desgaste. Segundo o soldado Glauber Fraga, da sala de imprensa do Corpo de Bombeiros, uma peça específica da hélice do helicóptero ficou danificada e precisará ser trocada.

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“Essa linha ultrapassou a parte de proteção, chegou a algumas peças. É um dano pequeno, mas que impossibilita que a aeronave voe com segurança. Por isso, ela precisa ser trocada para que o helicóptero volte a atender as ocorrências”, explicou.

Ainda segundo o Corpo de Bombeiros, cada peça que será trocada custa cerca de US$ 20 mil. Não há previsão de retorno da aeronave, já que os serviços de reparo são realizados por empresas terceirizadas e não existem peças disponíveis para pronta entrega.

Prejuízos. O Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros possui duas bases, uma em Belo Horizonte e outra em Varginha, no Sul de Minas. Duas aeronaves estão ativas nas duas bases e uma outra fica de reserva. Sem a aeronave danificada, o Corpo de Bombeiros perde a reserva.

A corporação atende, em média, 30 ocorrências diárias, alternando entre as aeronaves ativas. Além dos atendimentos de urgência e emergência, o Arcanjo também presta apoio às secretarias de saúde e ao MG Transplantes. As aeronaves podem ser empenhadas para realizar o transporte de órgãos entre municípios do estado.

Episódio não é inédito. Em julho de 2016, uma linha de pipa com cerol ficou presa a uma pá do helicóptero Arcanjo do batalhão de Varginha, no Sul de Minas. Já em janeiro de 2017, uma linha com cerol caiu dentro do hangar dos bombeiros, na Pampulha, obrigando os militares a paralisarem as atividades por 20 minutos.

Alerta. O uso do cerol é considerado crime penal. O Corpo de Bombeiros alerta a população para que solte pipas em locais abertos, preferencialmente em parques; não use linha chilena ou cerol; não solte pipas perto de aeroportos ou redes elétrica, nem em dias nublados e de chuva. A corporação também pede que soltadores de pipa deem preferência a pipas sem rabiolas, uma vez que essa é a parte que mais se prende à aeronave.


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