O início dos trabalhos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na região do Triângulo Norte foi adiado em mais 15 dias. A decisão foi tomada após uma audiência pública realizada na tarde da última segunda-feira, 18, na Justiça Federal de Uberlândia.

O evento contou com a presença de representantes do Ministério Público Federal (MPF) e da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Gladstone Rodrigues, secretário de Saúde de Uberlândia e membros do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde Rede de Urgência e Emergência (Cistri), responsável pelo funcionamento do Samu. A razão do adiamento, de acordo com o MPF, é convencer Uberlândia a participar do serviço.

“Há interesse da prefeitura e há interesse da universidade. O problema é uma questão financeira, que a prefeitura não tem como bancar, segundo alega o secretário de saúde, e a UFU ta passando por um problema de falta de médicos. Mas há um interesse, sim, da prefeitura integrar o Samu. Os residentes de Uberlândia não podem ficar de fora do atendimento”, disse Cléber Eustáquio, procurador da República.

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Quem também participou da audiência e ressaltou a importância de Uberlândia participar do serviço foi o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que disse que o município é a única cidade do Brasil com mais de 200 mil habitantes que ainda não conta com o Samu.

O serviço seria inaugurado oficialmente nesta quarta-feira, 20, e contaria com a presença do governador Fernando Pimentel. Os atendimentos teriam início a partir do próximo domingo, dia 24.

Prazo maior

Os representantes da UFU, no entanto, pediram um prazo maior do que 15 dias para discutir se é possível a adesão do Hospital de Clínicas, e por consequência, do município, no serviço.

“Nós solicitamos um prazo maior para que possa se organizar internamente. No momento. Estamos vendo uma situação dramática de superlotação, faltam 660 leitos na cidade de Uberlândia. O grande problema é não caber mais (pacientes) nos hospitais, é essa a questão”, disse Eduardo Crosara Gustin, diretor geral do HC-UFU.

Já Homero Cláudio Rocha, Subsecretário de ações de saúde do estado, explicou que esse prazo não pode ser prorrogado, pois a população não pode mais esperar o início do Samu na região.

“Não, de alguma maneira, a população da região não pode esperar. Estamos discutindo a implantação do Samu aqui (em Uberlândia) desde junho do ano passado. É um pedido do juiz a gente aprofundar essa questão, é importante e estamos aqui pra contribuir com isso. Mas é importante deixar claro que a população não pode mais esperar”, afirmou.

Informações: Everton Fernandes


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