Professores da Rede Estadual de Ensino e de escolas particulares de Uberlândia realizaram uma manifestação na manhã desta terça-feira, 19, na Praça Tubal Vilela, para retratar o descaso com a educação do estado de Minas Gerais.

A principal reivindicação da categoria é uma solução para o parcelamento do pagamento dos salários, algo que já ocorre há algum tempo e está deixando muitos profissionais insatisfeitos. A situação é ainda pior para os professores aposentados, que não estão recebendo a aposentadoria de maneira apropriada.

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É o caso de Joel dos Reis Chagas, ex-professor de Educação Física, que lecionou por três décadas na Escola Estadual José Inácio de Souza, no Bairro Brasil.

“Eu trabalhei no colégio José Inácio a vida toda, saí de lá aposentado, já numa idade avançada. Já tive problema de coração, já tive de fazer uma cirurgia de diverticulite. O Ipsemg (O Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais) não fez minha cirurgia, tive de fazer na medicina (HC-UFU). A última coisa que restava pra mim é o pagamento, e infelizmente, não tem pagamento hoje”, disse.

Os professores de escolas particulares também participaram da manifestação. De acordo com o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro), que representa a categoria, alguns direitos determinados pelas convenções não estão sendo cumpridos pelos patrões.

“Sem a convenção, o patrão não pode fazer da forma que ele quiser. Se nossa convenção não for assinada a partir das negociações, vamos recorrer ao dissídio (desacordo entre empresa e empregado que vai parar na justiça), pra decidir a assinatura ou não da nossa convenção”, explicou Haida Viviane, diretora do Sinpro

Informações: Carlos Vilela


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