Depois de quase um mês, policiais militares e guardas municipais da capital voltaram a multar nesta terça-feira (26) os veículos estacionados em vagas rotativas de maneira irregular. Carros flagrados sem a folha do faixa azul ou crédito ativado pelo aplicativo, e também aqueles que ultrapassaram o limite de tempo permitido foram autuados.

A fiscalização estava suspensa desde o dia 29 de maio porque faltavam folhetos nos 534 pontos de venda credenciados pela Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), como bancas de jornais e revistas.

Segundo a BHTrans, o problema foi resolvido e os estabelecimentos contam novamente com os talões de rotativo para venda.

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Além disso, os motoristas já podem baixar três aplicativos disponíveis nas lojas Play Store (Android) e App Store (iOS) para comprar tickets digitais para essa modalidade de estacionamento nas vias públicas.

Os três aplicativos foram lançados nesta terça em uma coletiva de imprensa. Um deles, o “Rotativo Digital BH”, é da própria prefeitura, e foi desenvolvido pela Empresa de Informática e Informação de Belo Horizonte (Prodabel). Os outros dois “Meu Rotativo” e “FAZ – Rotativo Digital” são de empresas privadas que venceram uma licitação. A diferença entre eles está apenas na interface o custo de cada crédito é o mesmo de uma folha do faixa azul: R$ 4,40.

Apesar da novidade, uma prática comum entre os motoristas que infringem as normas do estacionamento rotativo diariamente, continuará existindo, conforme apontam especialistas.

Isso porque o aplicativo não impede que um motorista renove sucessivamente o crédito para uma determinada vaga, o que acabaria com a finalidade do estacionamento, que é justamente a rotatividade.

“Hoje, com o folheto, diversos motoristas deixam a chave do carro com um flanelinha, que fica responsável por trocar o faixa azul quando vence o tempo limite ou até mesmo só colocam o talão no momento em que ele percebe a chegada da fiscalização”, comenta o consultor em transporte e trânsito Silvestre de Andrade.

“A implementação do sistema digital deveria modernizar essa questão e identificar a pessoa que está usando a mesma vaga repetitivamente. Agora o motorista não vai nem precisar do flanelinha. Ele mesmo vai renovar pelo aplicativo , sem ter que ir até o carro”, completa.

Na capital, há 103.439 oportunidades de vagas totativas por dia, mas apenas 68 mil veículos, em média, utilizam o estacionamento diariamente, segundo dados da BHTrans.

Diante desse quadro e com o advento do aplicativo, a reportagem de O Tempo questionou a prefeitura se o sistema digital não contribuirá com a baixa rotatividade do sistema.

Por meio do presidente da BHTrans, Célio Bouzada, o Executivo afirmou que os aplicativos ainda terão melhorias. “A ideia nossa é dar um passo de cada vez. Saímos da inércia e agora já temos um aplicativo. Com o tempo as evoluções virão, com toda a certeza”, ressaltou.

Atualizada às 16h32.


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