Há mais de três anos passando por uma crise financeira, que chegou a inviabilizar pagamentos de salários e benefícios aos funcionários, o Hospital Sofia Feldman, na região Norte de Belo Horizonte, vai receber, a partir do dia 25 do mês que vem, um novo aporte de recursos vindos da Prefeitura de Belo Horizonte. Em acordo assinado nesta segunda-feira (25), o Executivo se comprometeu a repassar, além dos recursos já determinados, R$ 6 milhões por ano ao hospital. A verba será depositada em parcelas mensais de R$ 500 mil. 

De acordo com o diretor técnico e administrativo da unidade, Ivo Lopes, o dinheiro será, inicialmente, utilizado para quitar a dívida da instituição com seus funcionários, que já chega a cerca de R$ 5 milhões. Os trabalhadores de nível universitário, cerca de 500, estão com os salários atrasados há 20 dias. Já o 13º ainda não foi pago a ninguém. Nesse caso, contudo, ainda não é garantido o pagamento do direito. “Depende de emendas federais e estaduais”, afirmou o diretor.

Déficit. Apesar da nova verba, o recurso disponibilizado pela prefeitura não vai acabar com toda a dívida do Sofia Feldman, uma vez que, atualmente, o déficit do mensal do hospital é de R$ 1,5 milhão. 

Continua após a publicidade

 

“Praticamente zera o déficit operacional do hospital. O restante dele se refere à ordem financeira, por empréstimos contraídos, com os quais o município não tem absolutamente nada a ver. A parte assistencial, que é pelo que nos responsabilizamos, está sendo completamente coberta”, afirmou o secretário de Saúde de Belo Horizonte, Jackson Machado. Ele explicou que a doação dos R$ 6 milhões acontecerá de forma proporcional ao número de procedimentos realizados.

O Sofia realiza mensalmente cerca de 900 procedimentos. Durante assinatura do acordo nesta segunda-feira, o prefeito Alexandre Kalil (PHS) disse que, só no ano passado, a prefeitura pagou 5.000 procedimentos, em toda a rede, de pacientes que não residem na capital e afirmou que a saúde é prioridade. “É papel da capital socorrer na tragédia”, disse.


Comments are closed.