Seis pessoas foram presas pela Polícia Civil suspeitas de integrarem uma organização criminosa especializada em roubo de cargas em Minas Gerais. As prisões vêm acontecendo desde janeiro deste ano, quando os criminosos tentaram roubar na região metropolitana de Belo Horizonte uma carga, de uma grande empresa de varejo, avaliada em R$ 1 milhão, carregada de eletroeletrônicos. Organizado, o bando agia, inclusive, com informantes dentro das empresas assaltadas.

“Eu estou arrependido, mas não fiz nada”. A frase é de Yuri Gabriel de Oliveira Maria, 21, apontado como o informante da organização. Ele seria sobrinho do proprietário de uma transportadora e teria repassado as informações necessárias para o roubo. “Eles se informaram sobre qual caminhão estava sendo transportado, a quantidade de eletrodomésticos, a rota e, inclusive, chegaram a tirar foto do momento em que o caminhão estava sendo transportado para mostrar quais eram os eletrodomésticos”, explicou o delegado a frente do caso, Sérgio Rodrigo de Melo Andrade.

Ainda de acordo com o delegado, o bando agia há pelo menos um ano. Eles são suspeitos de roubos cometidos em Sete Lagoas, na região Central, e em Pará de Minas, no Centro-Oeste do Estado. Eles tinham todos funções bem definidas no bando. Além do informante da própria empresa, também foram presos Guilherme Vinicius de Oliveira, o “Jabá”, que seria o mentor intelectual do grupo, Glauber Henrique Lopes, que é acusado de ser o que rendia as vítimas, e Alexsandro Dornas dos Santos, que seria o motorista que fugia com o carro e foi preso em janeiro deste ano. Outras duas pessoas chegaram a ser presas durante as investigações, mas, por se tratarem de mandados de prisão preventiva, foram libertadas.

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Histórico

De acordo com a Polícia Civil, todos os presos já têm passagens por roubo e, alguns deles, por tráfico de drogas. A corporação acredita que, agora, após quase seis meses de investigações, já tenha desarticulado a parte da organização responsável pelos roubos. As investigações, entretanto, continuam para encontrar os receptadores das mercadorias que eram roubadas e repassadas por preços abaixo do mercado. (Com colaboração de Nelson Batista)


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