O Governo de Minas Gerais e a Cemig estão investindo cerca de R$ 55 milhões em projetos de eficiência energética voltados para a população de baixa renda. Desse valor, R$ 15 milhões serão destinados até o fim de 2018, e o restante está comprometido para os próximos anos. As iniciativas devem beneficiar milhares de famílias de todas as regiões do estado, reduzindo os desperdícios e diminuindo o valor da conta de energia para os consumidores que mais precisam.

Entre elas estão a regularização do fornecimento de energia em vilas e comunidades, a substituição de chuveiros elétricos por sistemas de aquecimento da água com energia solar e a troca de lâmpadas de alto consumo por outras mais eficientes.

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De acordo com o diretor de Relações Institucionais e Comunicação da Cemig, Thiago de Azevedo Camargo, desde 2015, a empresa já investiu mais de R$ 170 milhões na implantação de projetos voltados para essa parcela da população e para hospitais, lares de idosos, escolas e prefeituras.

“Mais do que contribuir para a redução das perdas de energia e conservação do meio ambiente, o programa de eficiência energética agrega outro benefício para as comunidades atendidas, ajudando no resgate da cidadania”, ressalta. Segundo o diretor, a ação “gera inúmeros benefícios para os consumidores, materializados na redução do valor da conta de energia e na melhoria dos serviços públicos prestados com a instalação dos novos equipamentos”.

 

Cidadania. A Cemig também está promovendo a troca de 315 mil lâmpadas ineficientes por lâmpadas de LED, a substituição de geladeiras antigas por outras novas, de baixo consumo de energia, e 7.500 chuveiros elétricos por duchas eletrônicas. As lâmpadas e equipamentos substituídos das comunidades estão sendo descartados pela empresa seguindo todas as regras de sustentabilidade.

Como parte dessas ações, o assentamento Glória, em Uberlândia, recebeu o Programa Energia Inteligente, em que técnicos da Cemig visitam as residências da comunidade para avaliar a substituição de lâmpadas e equipamentos, além de tirar dúvidas sobre o uso racional de energia.

Na segunda fase do projeto, a empresa vai instalar uma rede padronizada, que dará mais segurança aos moradores e maior qualidade ao fornecimento. “Somente no Glória, são mais de 15 mil pessoas beneficiadas. Além disso, vamos regularizar, até o fim deste ano, a situação de 70 mil famílias ou 280 mil pessoas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH)”, pontua Thiago Camargo.

O diretor ressalta a necessidade de fazer as escolhas certas para fazer a diferença na vida das pessoas. “Nós escolhemos levar energia a quem mais precisa. E essa escolha vai resultar em mais dignidade e mais cidadania para os mineiros e para as mineiras”, ressalta.

Em Belo Horizonte, as comunidades Irmã Dorothy, Camilo Torres e Morro do Papagaio receberam recentemente o programa da Cemig. De acordo com Camargo, foram mapeadas, junto ao Governo de Minas Gerais, 80 comunidades em toda a RMBH, que também serão atendidas.
“A empresa faz a regularização da rede elétrica para a população desses locais, permitindo que os seus moradores tenham acesso a facilidades básicas, como a conservação de alimentos e o uso de aparelhos eletroeletrônicos. São atividades que, embora corriqueiras para a maioria, representam uma mudança de patamar na vida dessas pessoas”, aponta.

Nesse programa, a Cemig também realiza periodicamente palestras sobre o uso racional da energia para a população, além de reuniões com grupos de referência, como lideranças locais, com o objetivo de atender demandas e acompanhar a evolução do consumo dessas comunidades.

 

Benefícios para centenas de hospitais. Nos últimos quatro anos, a companhia investiu cerca de R$ 15 milhões em projetos que contemplam a instalação de sistemas de aquecimento solar, a troca da iluminação das instituições e a substituição de equipamentos de esterilização (autoclaves) antigos, com alto consumo de energia, por outros mais modernos e eficientes. Mais de 70 hospitais em todo o estado foram beneficiados.

O Hospital Evangélico, localizado no bairro Serra, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, vai receber um sistema de aquecimento solar instalado pela Cemig. “Aqui, no hospital, serão 90 chuveiros que deixarão de ter consumo de energia elétrica. Isso nos proporcionará uma economia bastante significativa, que será revertida em outros benefícios”, afirma o gerente de engenharia da instituição, Newton Costa.

No último mês de abril, a Cemig inaugurou um sistema de aquecimento solar de água em 92 instalações da Cidade dos Meninos da Sociedade São Vicente de Paulo, em Ribeirão das Neves. O investimento na entidade, que atende crianças e jovens carentes da Região Metropolitana, foi de, aproximadamente, R$ 300 mil. A Cidade dos Meninos também foi contemplada pela companhia com a substituição de, aproximadamente, 1.500 lâmpadas ineficientes por outras de LED.

Segundo a coordenadora de cursos da entidade, Deise Lúcia da Silva, a economia com a conta de luz será revertida em mais investimentos na educação dos alunos, que recebem ensino em tempo integral, moradia, alimentação, assistência odontológica, cultura, esporte e lazer, além de formação profissional, moral, humana e religiosa.

 

Conjuntos habitacionais. Em outra iniciativa, também desde 2015, a Cemig já instalou mais de 15 mil sistemas de aquecimento solar em conjuntos habitacionais da Cohab/MG, em Minas Gerais. Os investimentos ultrapassam os R$ 50 milhões.

Cada família beneficiada recebeu um sistema de aquecedor solar, além de um chuveiro elétrico de baixa potência para ser utilizado nos dias mais frios. A expectativa é que os moradores tenham uma redução de até 40% no consumo de energia elétrica.

Diarista e mãe de dois filhos, Ione Cunha, do bairro Alvorada, em Araguari, no Triângulo, é uma das contempladas pelo projeto. “Estou muito satisfeita, pois minha conta baixou muito e, com o dinheiro economizado, posso dar mais qualidade de vida para os meus filhos”, diz a diarista.

 

Desconto na tarifa de energia. Além de promover e incentivar o uso racional da energia, centenas de milhares de consumidores da companhia possuem o benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). Essa iniciativa cria condições para reduzir o custo de vida de um em cada dez mineiros, que podem economizar dinheiro para atendimento de outras necessidades básicas, como alimentação e saúde.

A Tarifa Social atualmente beneficia mais de 2 milhões de pessoas diretamente na conta de energia. Os benefícios concedidos às famílias que aderirem a esse programa podem chegar a 65% sobre o valor da tarifa aplicada. Especificamente para indígenas e quilombolas inscritos no Cadastro Único do Governo Federal (Cadúnico), o desconto é de 100% da tarifa aplicada até limite de consumo de 50 kWh/mês.

Para obter a Tarifa Social, a família deve estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal – Cadastro Único, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional, e o cadastro deve ter sido atualizado há menos de dois anos.

 

Eletrificação rural. Desde 2015, a Cemig investiu cerca de R$ 800 milhões para levar eletricidade para cerca de 50 mil famílias que viviam sem energia em Minas Gerais. Para isso, foi necessária a construção de aproximadamente 15 mil quilômetros de rede, a instalação de 40 mil transformadores e centenas de milhares de postes.

No fim de 2014, a Cemig tinha uma pendência de atendimento de cerca de 30 mil clientes. Com o Plano de Regularização de Atendimento Rural, esse número caiu rapidamente, e a expectativa é que, até o fim deste ano, 100% dos consumidores rurais da área de concessão da empresa sejam atendidos.

O serviço nas propriedades é realizado por conta da própria Cemig, sem qualquer tipo de custo para as pessoas que são atendidas. Além disso, aqueles que possuem o Número de Inscrição Social (NIS), ou seja, os contemplados pelos programas sociais do governo federal, recebem, sem pagar nada, um kit básico para instalação elétrica interna. Esse kit compreende um padrão de entrada, um ramal de conexão, três lâmpadas fluorescentes e duas tomadas.

De acordo com Camargo, “a eletrificação proporciona modernidade, conforto e alternativas para as atividades agrícolas. É um fator decisivo para o desenvolvimento, permitindo à população rural uma melhor qualidade de vida e acesso à informação, educação e tecnologia, entre outros. Propriedades rurais com energia elétrica tornam-se aptas a novos métodos e técnicas de produção agrícola, possibilitando novos empreendimentos e geração de empregos”, afirma.


Assista ao documentário 'Orlando Sabino - O monstro de Capinópolis'

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