Depois de uma reunião de negociação na tarde desta quarta-feira (13) com a Prefeitura de Belo Horizonte, os professores da rede municipal de educação infantil podem decidir nesta quinta-feira (14) se encerram a greve iniciada no dia 23 de abril. Caso a categoria aceite a proposta apresentada pelo prefeito Alexandre Kalil, alguns alunos poderão ter aulas até depois do Natal para repor os dias parados. O calendário vai variar de acordo com cada educador e os dias em que ele aderiu à paralisação. As escolas podem propor utilizar os recessos de julho e outubro e parte do de dezembro. 

Segundo a proposta feita ontem pela prefeitura, as escolas teriam até o dia  22 deste mês para apresentar à Secretaria Municipal de Educação os calendários de reposição de cada educador. Ainda de acordo com a prefeitura, se a greve for encerrada ainda nesta semana, os dias parados não serão descontados, e o pagamento aos professores será feito até o dia 9 de julho.

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De qualquer forma, as aulas nas Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) ainda não serão normalizadas nesta quinta-feira. Os educadores irão discutir e votar a proposta da prefeitura em uma assembleia às 14h. O Executivo ofereceu a progressão de quatro níveis de carreira para os professores que possuem graduação, além de prolongar a carreira para 22 níveis (hoje pode chegar a 15). A proposta da prefeitura também inclui uma revisão progressiva dos salários para que, até 2.020 (fim do mandato de Kalil), a diferença entre os vencimentos dos educadores das Umeis e os dos professores do ensino fundamental não seja superior a 15%. Hoje, um educador infantil com nível superior recebe R$ 1.431 por 22,5 horas trabalhadas semanalmente, enquanto o colega da educação básica com a mesma formação ganha R$ 2.252,42. A equiparação total das carreiras é uma das principais reivindicações dos professores das Umeis.

Na próxima sexta-feira, uma mesa de negociação se reunirá na Secretaria de Educação para avaliar a continuidade ou não da greve. O sindicato avalia com bons olhos a proposta da prefeitura, embora queira ainda a totalidade da equiparação de carreiras. “Eu avalio que a gente avançou na política de valorização do professor”, afirmou a diretora do Sind-Rede, Evangely Rodrigues. Segundo a diretora, contudo, a decisão final ficará a cargo dos próprios professores, na assembleia desta quinta-feira.


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