Cerca  400 famílias do MST ocuparam, nesta quinta-feira(5), mais uma área pertencente ao grupo falido MMX, do empresário Eike Batista, condenado à 30 anos de prisão. O terreno fica em São Joaquim de Bicas, região metropolitana de Belo Horizonte.

É a quarta fazenda pertencente à MMX que o MST ocupa na região. As mesmas famílias ocuparam na última terça-feira (3) uma área em Igarapé, também na região  metropolitana. Segundo à coordenação da ocupação, diante da reação policial, o MST decidiu se retirar do local para preservar a integridade física dos ocupantes.

Os outros dois acampamentos do moviemento são o “Maria da Conceição”, em Itatiaiuçu, onde estão desde março do ano passado e o “Pátria Livre”, também em São Joaquim de Bicas, ocupado desde 26 de julho de 2017.

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“O comando da polícia cumpriu ordens dadas na nossa frente pelos encarregados da MMX para nos expulsar, como prezamos pela integridade das famílias e não é do nosso interesse o confronto, nós saimos”, afirmou a dirigente estadual do MST, Mirinha Muniz.

Na ocupação desta quinta-feira (5), a coordenação afirma que o movimento está preparado para resistir. “Já estamos organizados, com água e mantimentos, e não vamos abrir mão da nossa luta em prol do trabalhador e do país”, afirmou Mirinha. 

A PM havia informado que tem conhecimento da nova ocupação, mas que ainda não foi acionada para fazer a reitegração de posse. Militares estiveram na portaria do acampamento, mas se retiraram por volta das 16h. O grupo MMX foi procurado pela reportagem, mas não foi encontrado.

A  coordenação do MST ainda afirmou que a ação integra a campanha de memória do MST que, em 2018, completou 30 anos de organização em Minas Gerais.

Codenação

O juiz Marcelo Bretas condenou Eike Batista há 30 anos de prisão  na ação penal em que é acusado de ter pago propina ao ex-governador Sérgio Cabral (MDB). É a primeira condenação do empresário.

A sentença, proferida nesta terça-feira (2), é decorrente da Operação Eficiência, na qual Eike foi acusado de ter pago U$S 16,5 milhões em 2010 (cerca de R$ 30 milhões à época) a Cabral.


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