“Fomos juntos para a praia, para Cabo Frio e Porto Seguro. As viagens eram longas. Foi algo marcante para mim”. Esse é um pequeno relato feito por Damião Campos de Oliveira, 72, admirador da Fiat, que comprou o primeiro veículo da marca ainda na década de 80. Hoje, proprietário de dois modelos 147 de placa preta, além de um Siena, ele destaca que está longe de ser o único que valoriza tanto a empresa. “As pessoas têm paixão pela marca, falam sobre meus carros. Alguns amigos, inclusive, pedem para tirar foto dentro do veículo. É um atrativo mesmo”, afirma ele.

Esse círculo do qual fazem parte Oliveira e seus amigos é extremamente amplo e envolve, além de admiração, crescimento, desenvolvimento, força, entre outras características impactantes. Em Minas Gerais, sobretudo, pois foi o Estado responsável por abrigar a primeira fábrica de automóveis fora do cinturão industrial paulista, inaugurada em 9 de julho de 1976. Em mais de quatro décadas de atuação, a companhia tem transformado a economia de Betim, onde está localizada, e a de todo o Estado.

Construção. As histórias dos admiradores da organização e a da própria Fiat, muitas vezes, se misturam ou se aproximam. Oliveira, que tinha um táxi que operava com um veículo de outra marca nos anos 70, conta que, após ficar com o bem por mais de dez anos, optou por um Fiat. Após isso, repetiu sempre a mesma escolha.

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Com a empresa, também aconteceu algo mais ou menos semelhante, pelo menos quando o assunto são substituições. Para se ter uma ideia, no início de suas atividades, cerca de 80% dos fornecedores estavam localizados em São Paulo. Nos anos 90, um processo chamado de “mineirização” foi implantado. Tendo fornecedores estratégicos no entorno da planta, ela passou a operar no sistema de suprimentos Just In Time (JIT) e Just In Sequence (JIS), o que contribuiu para sua competitividade.

Com a “mineirização” veio também a possibilidade de o Polo Fiat criar as condições para o salto de escala de produção que ocorreu nos anos posteriores. As linhas de produção foram expandidas por causa da liberação de áreas físicas dentro da fábrica, que antes eram utilizadas para a estocagem, graças à confiabilidade da logística de suprimentos. O resultado disso é que, atualmente, 66% do que é adquirido pela empresa é oriundo de fornecedores que estão localizados num raio de até 150 km das fábricas.

“Embora tenha havido a crise, a “mineirização” continuou. Lá de Juatuba, na época em que eu era do setor de compras, eu trouxe três fornecedores muito tecnológicos. Um deles é a Gestamp”, relata Antonio Filosa, presidente da Fiat Chrysler Automóveis (FCA) para a América Latina, acrescentando outros importantes fornecedores da cidade, como Proma e Tiberina.

Assim como a Fiat se consolidou e vem fomentando negócios dentro de casa, Oliveira tem uma história parecida nesse sentido, que fortalece a ideia de que as coisas “em família” podem ter um valor inestimável. Ele relata que, em meados da década de 90, vendeu um dos 147 dele para o filho. Depois, o comprou novamente. “Fiquei feliz de tê-lo de novo e de o veículo não ter sido comercializado para estranhos”, diz.

Futuro. As novas empresas instaladas em Minas Gerais trouxeram mais diversidade para o parque industrial do Estado. As consequências econômicas foram várias, incluindo a geração de mais empregos. Porém, isso não fica apenas na história. A “mineirização” continua e continuará a acontecer.

E, se crescimento daquilo que já é bom e gera vários benefícios deve fazer parte do amanhã da Fiat, também deve se tornar uma realidade na vida de Oliveira e de seus carros. “Tem mais modelos da marca que eu gostaria de ter, e estou pensando em adquiri-los futuramente”, conta. “Quando eu comprei um Fiat, já notei uma diferença muito grande”, ressalta

 


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