Sob o tema Mais democracia e mais direitos humanos: esse é o Brasil que queremos para as pessoas LGBT, a 21ª edição da Parada do Orgulho LGBT reuniu na capital mineira, neste domingo (8), uma multidão de manifestantes, segundo levantamento da Prefeitura de Belo Horizonte. A concentração começou às 11h, na praça da Estação, na região Centro-Sul, onde aconteceram apresentações artísticas. O grupo, então, seguiu em caravana até a praça Raul Soares. 

Azilton Viana, presidente do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (Cellos-MG), disse que direitos e liberdade caminham juntos. “Estamos voltando para discutir o enfoque da saúde LGBT. Trabalho digno, educação, saúde e segurança. Nós estamos falando dessa retomada de direitos que foram perdidos”, disse ele. 

A pedagoga Daniela Alves ressaltou a importância da festa. “Este movimento é importante pela diversidade, pelo ato político que está aqui envolvido. Essa é uma bandeira não só do povo LGBT, mas de todos nós”, destacou.

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Neste ano, o recurso destinado pela Prefeitura de Belo Horizonte para a realização da Parada do Orgulho LGBT foi de R$ 120 mil. O órgão informou que cerca de 100 mil pessoas estiveram no evento. O prefeito da cidade, Alexandre Kalil (PHS), acompanhado da primeira-dama, Ana Laender, falou no palco principal do evento e destacou a grandiosidade da festa. “A cidade é de todos. A cidade é nossa. Nós é que podemos fazer de Belo Horizonte uma cidade bonita, alegre, com festa e com ordem”, garantiu ele.

Respeito é a palavra

A Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte tem atraído pessoas do país  inteiro. É o caso do ator catarinense Fehlipe Silveira. Ele mora em São Paulo e veio para a capital mineira participar da festa. “A única coisa que o LGBT preza é a igualdade.  Existe, sim, a importância do movimento – isso no Brasil inteiro! Nós precisamos lutar pelo respeito”, garantiu ele. 

Mortes

De acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB), em 2017, das 445 lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis vítimas de homofobia no Brasil, 43 morreram em Minas Gerais. O Estado ficou em segundo lugar em número de notificações de assassinatos e suicídios da população LGBT. 


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