Um jovem de 23 anos foi preso suspeito de matar o próprio pai a facadas no bairro Nova Suissa, região Oeste de Belo Horizonte, nesse domingo (8).

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a equipe policial foi acionada por vizinhos do mesmo prédio em que pai e filho moravam. 

No hall do imóvel, os militares se depararam com o jovem por cima do pai, de 66 anos, desferindo vários golpes.

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O portão de grade foi aberto por outro morador do prédio e o agressor, que estava muito agitado, precisou ser contido com o uso da taser, arma de choque. 

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a vítima não resistiu aos ferimentos. O idoso foi atingido 13 vezes. 

No apartamento da família, segundo a perícia informou aos militares, sangue foi encontrado em todos os cômodos.

Moradores disseram à polícia que o jovem é usuário de drogas e estaria em tratamento. Ele foi levado para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste, mas não apresentou nenhum ferimento. 

Em seguida, o criminoso foi encaminhado à Central de Flagrantes 3 (Ceflan).

Pai já havia denunciado filho 

Uma semana antes de ser assassinado brutalmente, João Mazieiro chamou a Polícia Militar no apartamento da família.
Conforme registro policial do dia 1º de julho, o idoso contou que realizava a limpeza do apartamento quando o suspeito começou a chamá-lo de “velho, vagabundo e safado”. O jovem foi além: afirmou que o pai “não valia nada” e que chamaria um amigo para “fechar” (matar) o idoso.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, João afirmou que, diariamente, era obrigado a dar dinheiro para sustentar o vício do filho, que todos os dias usava maconha em um dos quartos do imóvel. Por fim, a vítima afirmou que o convívio estava insuportável e pretendia tomar providências judiciais para que o jovem ficasse distante dele.

O suspeito chegou a ser conduzido também à Central de Flagrantes 3 (Ceflan), onde, segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o jovem foi ouvido, liberado e  foi instaurado um procedimento de investigação. Ainda conforme a corporação, o agresor tinha um registro policial anterior ao homicídio por uso de drogas em 2014, quando ele  assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO)  e também  foi liberado.

“Esse pai só quis o bem do filho. Chegou a interná-lo em uma clínica para dependente químico há cerca de quatro meses. Na época, ele disse que mataria o pai, mas depois voltou e ficou tudo bem. O menino também era tranquilo, mas, por causa da droga, isso tudo aconteceu”, disse uma vizinha, sob anonimato. 

 

Atualizada às 11h27


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