A médica Gabriela Corrêa da Costa, condenada a 46 anos e seis meses de prisão pelo assassinato de dois empresários em 2010, no bairro Sion, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi presa nesta terça-feira (10) em Diadema, no interior de São Paulo. Ela foi detida enquanto trabalhava na área administrativa da Secretaria Municipal de Saúde. Segundo o delegado Nelson Caneloi Júnior, da 3ª Delegacia de Diadema, a Polícia Militar (PM) realizou a prisão após o mandado chegar via “intranet”. “Ela só falou que não tem culpa de nada”, disse o policial.

O pedido de prisão foi feito pelo promotor do 2° Tribunal do Júri de Belo Horizonte Francisco Santiago e expedido nesta terça pela Justiça mineira. Santiago informou que requisitou a detenção “com base na condenação de segunda instância”. Há um entendimento dos tribunais superiores de que a pessoa deve iniciar o cumprimento de pena após a confirmação da sentença em segunda instância.

Gabriela foi condenada por formação de quadrilha, extorsão, cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e destruição e ocultação de cadáver. Os corpos das vítimas, Rayder Rodrigues e Fabiano Moura, foram encontrados carbonizados, sem dedos nem cabeças, em uma mata de Nova Lima, na região metropolitana de BH.

Por nota, a prefeitura de Diadema informou que a médica foi aprovada em um concurso público e fazia parte do quadro de funcionários desde março de 2016. Ela teria, inclusive, apresentado antecedentes criminais. Um processo administrativo será aberto, e “todas as providências cabíveis serão tomadas”, conforme a prefeitura.

Segundo o advogado de Gabriela, Alaor de Almeida Castro, a defesa entrou com um pedido de reconsideração para a liberdade da médica, que está sendo analisado no Tribunal do Júri da capital. Ele informou que a pena de sua cliente já foi reduzida para 40 anos.


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