Os dois suspeitos de terem incendiado um ônibus no bairro Jardim Comerciários, em Venda Nova, na noite desta segunda-feira (9), foram detidos. De acordo com a polícia, um jovem de 19 anos foi preso em sua casa horas depois do crime. Já o adolescente, de 16 anos, foi apreendido, na manhã desta terça-feira (10), também em casa. A dupla foi reconhecidos pelo motorista do ônibus incendiado.

O ataque aconteceu próximo ao Sesc Venda Nova. De acordo com o relato registrado no boletim de ocorrência (BO), os dois ameaçaram o motorista da linha 635 (Estação Vilarinho/Jardim dos Comerciários C) e, em seguida, usaram gasolina e fósforo para queimar o veículo.

Eles deixaram um bilhete no local  dizendo que podem ocorrer novos incêndios caso os agentes penitenciários do presídio São Joaquim de Bicas II, na região metropolitana de Belo Horizonte, sigam destratando detentos na unidade prisional.

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Ainda segundo a polícia, o jovem de 19 anos ficou preso por tráfico de drogas, em São Joaquim de Bicas, do dia 16 de março ao dia 15 de maio, mesmo local em que os suspeitos deixaram o bilhete após o ônibus ser incendiado. Ele já era conhecido pelos militares da região pelo tráfico.

Logo após o crime, a polícia foi até a casa do adolescente, no entanto, ele não estava na residência. Na casa dele foi encontrado um galão de gasolina vazio e munições. Nesta terça pela manhã, os policiais voltaram à casa dele e conseguiram apreender  o adolescente.

Segundo a polícia, duas horas antes de incendiarem o coletivo, os dois foram parados em uma blitz e o jovem teve a moto apreendida por não ser habilitado. A ocorrência foi encerrada no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional (Cia-BH).

Por causa do ataque, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setra) suspendeu a circulação dos ônibus na estação Venda Nova, no intervalo entre as 23h dessa segunda (9) e as 5h desta terça-feira (10).

Segundo a Polícia Militar, já são 76 ônibus queimados em Minas Gerais e 124 pessoas presas ou apreendidas, além de armas de fogo, materiais para queima e celulares apreendidos.

A Associação Brasileira dos Agentes Penitenciários divulgou nota sobre o caso dizendo que “repudia qualquer tipo de maus tratos a presos, em qualquer unidade do Brasil, mas a entidade está pedindo que o governo do estado venha imediatamente chamar os agentes penitenciários contratados para compor os presídios mineiros, onde falta corpo humano para atender os sentenciados, sem contar a insalubridade que os presídios vivem, que atinge os  agentes penitenciários e presos”, informou a nota.


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