Foto: Santa Casa de Misericórdia

Há seis meses, quando estava na 26ª semana de gestação, Katiana Campos deu a luz a Ana Luiza, que nasceu pesando 560 gramas, o menor peso de uma criança tratada pelo CTI infantil da Santa Casa de Juiz de Fora, na Zona da Mata, em Minas Gerais.

“As expectativas dela sobreviver eram mínimas, os pulmões não estavam bem formados, mas não dava para esperar mais. Quando a Ana Luiza nasceu chorei muito junto com minha irmã e meu marido, que me acompanharam. Foi uma emoção muito grande, um sentimento inexplicável que só quem dá a luz sabe como é”, conta Katiana.

De acordo com a pediatra e coordenadora do CTI infantil, Denise Rangel, a internação de recém-nascidos prematuros e de baixo peso é difícil, pois os órgãos do bebê ainda são imaturos.

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“O cuidado é muito delicado, fazemos de tudo para gerar o mínimo de estresse: colocamos pano sobre a incubadora para ficar escuro, posicionamos o bebê, tudo para deixá-lo o mais próximo do ambiente uterino”, explicou a pediatra.

Foram, ao todo, seis meses de internação. Doutora Denise explica que para o tratamento, Ana Luiza precisou estar com acesso, sonda, fazer uso de droga vasoativa, que atua na pressão, e nutrição parenteral precoce, a fim de evitar a perda de peso e melhorar a resposta contra infecção.

Ainda assim, a alimentação através do leite materno é fundamental, pois “é como vacina para o bebê”. Segundo Denise, “cada dia na UTI é uma vitória”.

Para a mãe, o apoio da equipe foi essencial na recuperação da filha. “Só tenho a agradecer aos médicos, à enfermagem e até mesmo as meninas da limpeza. Naquele momento, cada palavra, cada sorriso nos dava esperança”, declarou.

A criança recebeu alta com 2,3 kg e sem nenhuma sequela neurológica.

Outros casos

Apesar de este ter sido o caso de menor peso tratado na unidade, crianças nascidas com 580 e 700 gramas também foram cuidadas pela equipe no mesmo período, que fez um curso sobre urgência e emergência neonatal e pediátrica no hospital Albert Einstein. Nos três casos, os bebês tiveram alta sem nenhum tipo de sequelas.

Portal O Tempo – Cidades


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