Henrique Meirelles / foto: reprodução

Candidato ao Planalto pelo MDB, Henrique Meirelles afirmou nesta quarta-feira (5) que tirou o Brasil de uma “queda livre” quando assumiu o Ministério da Fazenda em 2016 e avaliou a passagem pelo governo Temer como positiva. O presidenciável foi o primeiro entrevistado em sabatina do portal Congresso em Foco, em parceria com o canal MyNews, no Youtube.

Jornalistas questionaram o presidenciável sobre algo que poderia ter dado errado durante o período em que esteve no Ministério da Fazenda. Em resposta, Meirelles comparou o trabalho feito no Banco Central, de 2003 a 2010, e disse que teve menos tempo para agir dentro do governo de Michel Temer. Enfatizou ainda que “deu tudo certo” e que a passagem não é negativa.

“Retomamos uma economia em queda livre. Tivemos que parar o colapso e voltar a crescer. Se pegar o final de 2017, cresceu mais de 2%, já caminhando para 3%. O ponto importante é que foram criados dois milhões de novos empregos no Brasil entre o final de 17 e começo de 18, é muito emprego para um ano em um processo de recuperação. Portanto, deu tudo certo e a economia saiu da recessão e voltou a crescer”, analisou.

Perguntado sobre o tom mais descontraído de sua campanha nas redes sociais, Meirelles afirmou que não é um político tradicional e que se sente bem no meio tecnológico. Ele completou ainda dizendo que a tecnologia proporciona uma comunicação mais dinâmica com o eleitorado.

Meirelles ressaltou ainda que o governo precisa tomar decisões de acordo com a situação econômica do país. Em crítica ao aumento de salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), aprovado no mês passado, o presidenciável disse que é preciso recuperar a economia e gerar empregos para a população antes de elevar remunerações no setor público.

“Eu, por exemplo, propus e foi aprovado o adiamento do aumento que tinha sido negociado na gestão anterior. Depois, foi suspenso por uma decisão da Justiça. Mas ficou clara a minha posição. Eu acho que estamos em um momento de fazer o ajuste das contas públicas, aumentar a confiança, e com o Brasil crescendo, todos se beneficiam”, disse ele.

Em defesa das parcerias público-privadas (PPPs), o candidato do MDB disse que a solução do setor elétrico está no aumento de investimentos externos. Para ele, o governo deve participar parcialmente das ações para crescimento do setor, mas que o controle por parte de empresas privadas traria diminuição de custos, justiça tarifária e eletricidade para áreas rurais.


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