Assim como no primeiro turno, Zema votou em Araxá (MG) com uma camiseta do Brasil autografada pelo ex-técnico da Seleção Brasileira de Vôlei Bernardinho (foto: Marcos Canedo/Divulgação)
Assim como no primeiro turno, Zema votou em Araxá (MG) com uma camiseta do Brasil autografada pelo ex-técnico da Seleção Brasileira de Vôlei Bernardinho
(foto: Marcos Canedo/Divulgação)

Aos 54 anos, Romeu Zema, candidato ao governo de Minas Gerais pelo partido Novo, será o novo governador do Estado a partir de 2019. Com uma votação esmagadora sobre o oponente do PSDB, Antônio Anastasia, o empresário Romeu Zema tem grandes desafios para governar o Estado de Minas Gerais.

Natural de Araxá, no Alto Paranaíba, apostou na cobrança por mudança da população e no crescente sentimento de rejeição aos políticos tradicionais para vencer as eleições. “As pessoas estão cansadas dos políticos de sempre. Eles não entenderam que as velhas práticas não têm mais espaço com o eleitor”, avaliou Zema durante ato de campanha.

O empresário se candidatou pela primeira vez a um cargo público após receber convite do Partido Novo para disputar o Palácio da Liberdade. Bisneto de Domingos Zema, fundador do Grupo Zema, o empresário ficou quase três décadas à frente do grupo, que tem mais de 400 lojas espalhadas pelo estado, com 5 mil funcionários e faturamento anual de cerca de R$ 3 bilhões. Durante a campanha, no entanto, veio à tona sua filiação ao PR por 18 anos. Ele afirmou que não se lembrava de ter assinado a ficha do partido e que jamais participou de qualquer evento da legenda.

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Zema é o mais velho de três irmãos e começou a ajudar nas lojas do seu pai ainda criança, com 11 anos. Trabalhou como officeboy, estoquista, caixa e vendedor. Após se formar em administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo, fez especialização em Harvard, nos Estados Unidos. É divorciado e pai de dois filhos, um estudante de engenharia de 22 anos, que mora na capital paulista, e uma filha de 25, que vive em Londres, no Reino Unido. Apesar de ser o candidato ao governo de Minas com o maior patrimônio (R$ 69,7 milhões) declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Zema teve gastos bem menores em comparação com as campanhas do governador Fernando Pimentel e do senador Antonio Anastasia. Enquanto o petista, derrotado no primeiro turno, desembolsou R$ 6,6 milhões e o tucano, R$ 10,6 milhões, Zema gastou R$ 2,4 milhões. Em sua campanha, Zema frisava sempre que “colocou o pé na estrada” para visitar centenas de cidades.


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