Balsa interditada (Foto: Comunicação Sem Fonteiras)

Balsa interditada deixa população de distrito goiano ilhada

Para chegar à cidade mais próxima, moradores precisam percorrer mais de 100 quilômetros. Antes, a travessia era de 12km. Indignados, moradores organizam manifestação neste sábado

Balsa interditada (Foto: Comunicação Sem Fonteiras)
Balsa interditada (Foto: Comunicação Sem Fonteiras)

A população Lavrinhas de São Sebastião, distrito da cidade goiana de São Luiz do Norte, está sofrendo com o isolamento e com dificuldade de acesso à cidade sede. Desde quarta-feira, 30 de janeiro, uma balsa que fazia ligação entre a cidade e o distrito foi interditada pela Marinha. A interdição se deve à falta de manutenção da balsa.

Como não existe ponte entre o distrito e o município, que são separados pelo Rio das Almas, a balsa era o melhor caminho via GO-338. Com a interdição, a população tem que aumentar o trajeto em mais de 100 km, pela BR-153, para ir ao trabalho, à escola e fazer suas atividades normais. O percurso pelo caminho normal seria de 12 km.

Segundo o balseiro Selmo Luiz Correia, 46, que comandou o trajeto de 1992 até o dia da interdição, a Ética – empresa responsável por sua manutenção – abandonou o trabalho no dia 11 de outubro por falta de pagamento da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), antiga Agetop.

“Eles nos avisaram, nós cumprimos aviso e o serviço foi encerrado. Para a população não ter mais prejuízo, resolvemos continuar fazendo a travessia por nossa conta e com a ajuda da população para abastecimento e manutenção”, explica Luiz.

O balseiro passou a cobrar R$ 5,00 por moto e R$ 10,00 por carro para arcar com os custos e continuar a fazer a travessia. Carroças, bicicletas, pedestres e cavalos não pagavam para utilizar o meio de transporte. A balsa já chegou a transportar cerca de 500 pessoas por dia.

Sebastião Venâncio Barbosa é gerente de uma propriedade rural próximo a Lavrinhas, ele conta que está transportante 37 trabalhadores que moram São Luiz do Norte. Mas não sabe até quando será possível bancar a despesa. “Essa situação não poderia chegar a este ponto. Estamos indignados porque o custo e o tempo para se andar 100 quilômetros todo dia para ir ao trabalho pode inviabilizar nossos empregos”, diz.

Os moradores estão organizando uma manifestação no sábado (02). O objetivo é buscar uma solução para o problema.

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