Casos de Aids e Sífilis crescem 400% em Capinópolis

Segundo a coordenadora Isabela Borges, há relato de uma pessoa infectada que se relacionou com vários outros parceiros

Dados preocupantes alertaram a população de Capinópolis nesta semana. A Secretaria Municipal de Saúde de Capinópolis divulgou um aumento de 400% nos casos de aids e sífilis em Capinópolis no final de 2018.

Isabela Borges, assistente social e coordenadora do programa de controle de Infecções sexualmente transmissíveis e Aids — ISTAIDS—, revelou que o número de novos casos era de 2 por anos, em 2018, saltou para seis, o que deixa toda a secretaria em alerta.

“Houve o aumento de casos de aids e de sífilis. Há caso de pacientes diagnosticados com HIV e sífilis no município e estes não levam os companheiros para fazer o exame e, ainda, há relato de terem se relacionado com vários outros parceiros. Isso é muito preocupante. As pessoas precisam usar o preservativo na hora de fazer sexo pois às vezes você olha a cara e vê pessoa bonitinha, você nem imagina que ela está contaminada, faz o sexo sem segurança, e se contamina também, é como você olhar para uma fruta, a goiaba por exemplo, por fora está bonita, verdinha, mas por dentro tem um bicho. Sexo só com camisinha”, disse Isabela.

Segundo apurado pelo Tudo Em Dia, o  número de infecções pode ser ainda maior, já que algumas pessoas que suspeitam da infecção, buscam outras cidades para efetuarem o teste.

Em dezembro do ano passado, a reportagem do Tudo Em Dia esteve na avenida 101 em Capinópolis, onde acontecia uma ação de incentivo ao teste rápido de HIV.

Cresce índice de HIV entre pessoas acima de 50 anos em Capinópolis

 Em Capinópolis, diferente de outras cidades da região, o HIV avançou no grupo de pessoas acima de 50 anos —os dados são da Secretaria de Saúdedo Município.

Em uma entrevista recente ao Tudo Em Dia, a Secretária de Saúde do Município, Sandra Barbosa, os índices em Capinópolis são crescentes. “As pessoas, hoje, perderam o medo do HIV e da Aids. Pouco se fala da doença, porém, é uma doença que não parou com a disseminação, ela continua com o contágio muito alto, principalmente na população da terceira idade. Desde que faça sexo desprevenido, a pessoa pode contrair o HIV”, afirmou Sandra.

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