Governo Bolsonaro vê Igreja Católica como potencial opositora

Segundo publicação do jornal O Estado de S.Paulo, a Abin e comandos militares relataram articulação de cardeais para o Sínodo sobre Amazônia, reunião no Vaticano que governo trata como parte da ‘agenda da esquerda’

O ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
O ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

Com a perda considerável do poder de oposição, partidos de esquerda acabaram isolados no atual cenário político. No entanto, o Governo Bolsonaro quer impedir o avanço da Igreja Católica na liderança da oposição.

Na avaliação da equipe do presidente, a Igreja é uma tradicional aliada do PT e está se articulando para influenciar debates antes protagonizados pelo partido no interior do País e nas periferias.

Segundo o Jornal Estado de S.Paulo, as informações foram apuradas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e dos comandos militares.

Para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), são “alarmantes” os recentes encontros de cardeais brasileiras com o papa, no Vaticano, para discutir a realização do Sínodo sobre a Amazônia, que reunirá, em Roma, bispos de todos os continentes. O intuito do encontro é debater temas como a questão climática, indígena e quilombola, o que representaria uma ameaça ao governo de Bolsonaro, que enxerga a igreja católica brasileira como um braço do PT.

“Estamos preocupados e queremos neutralizar isso aí”, disse o ministro chefe do GSI, Augusto Heleno, que comanda a contraofensiva.

O Jornal Estado de S.Paulo apurou que o GSI planeja envolver ainda o Itamaraty, para monitorar discussões no exterior, e o Ministério do Meio Ambiente, para detectar a eventual participação de ONGs e ambientalistas.

Pelo Twitter, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), que concorreu à presidência com Bolsonaro, ironizou. “Vaticano comuna: Bolsonaro vê Igreja Católica como opositora, por discutir temas considerados de esquerda, como situação de povos indígenas e quilombolas, e mudanças climáticas”.

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