Aluno da escola Juscelino se destaca com produção de texto sobre deficiência e superação

(Esq) A professora Priscila Carllen, Davi Paulo Silva Reis e a diretora da Escola Governador Juscelino Márcia Fontoura
(Esq) A professora Priscila Carllen, Davi Paulo Silva Reis e a diretora da Escola Governador Juscelino Márcia Fontoura

Um aluno do 6º ano da Escola Governador Juscelino — em Capinópolis, Minas Gerais— se destacou com uma produção autoral de um texto motivacional. Davi Paulo Silva Reis, 11 anos, desenvolveu uma narrativa de superação de um personagem idoso.

Na pequena história, narrada em terceira pessoa, um velho cego não desiste do sonho de ser um maratonista e com a ajuda de um cão, consegue alcançar o primeiro lugar do pódio.

Segundo a professora de Língua Portuguesa, Priscila Carllen Ferreira Silva, os alunos receberam vinte palavras e tinham de produzir o texto. A professora ressaltou que uma boa escrita é resultado também, de uma boa leitura.

“É importante as pessoas estarem em constante contato com a leitura e escrita. Quando uma pessoa lê, ela passa a ter uma nova opinião sobre o tema lido, desde política até assuntos relacionados à culinária. Desta forma, se a criança é estimulada a ler desde pequena, ela com certeza, será um adulto questionador e crítico, assim, o indivíduo que não lê não terá base literária e experiências para formar opinião sobre qualquer assunto”, disse a professora Priscila.

 

‘O maratonista que era velho e cego’

Reprodução

Um senhor mais velho, ficou cego. Ele queria, porque queria virar maratonista. Mas como era cego teve que ter uma ajuda. Com a ajuda de um de seus filhos, que era um rapaz grande, meio desengonçado, foram a uma loja de animais para comprar um cachorro.

Eles escolheram um baixo, gordo e que tinha potencial para ajudar pessoas que tinha deficiência visual. Então saíram da loja e seguiram seu trajeto até sua casa.

Chegando em casa o vizinho falou:

_Vocês são tolos ao pensar que esse velho conseguirá ser um maratonista.

Então, de repente, o cachorro avançou no vizinho chato, mas ele parou quando o velho deficiente visual, pai do rapaz disse:

_Pare, Squit! Ele não merece! Somos muito melhores que ele.

E o vizinho mais uma vez falou com tom estúpido:

_Isso é uma ameaça? Vou chamar a polícia se vocês não colocarem uma focinheira nesse monstro.

No outro dia, os dois (o cachorro e o velho) começaram a treinar. Primeiramente pela calçada. Por onde iam os pedestres iam vendo, até pessoas que estavam no trânsito comentavam.

Então passaram seis meses…

Já era o dia da grande corrida de São Silvestre. O velho pediu para seu filho participar da corrida mais o cachorro. O filho não queria, mas deixou.

Quando começou, o velhinho estava numa corrida econômica, poupando força para o final.

O narrador falava com alegria os nomes dos outros corredores quando assustou_se com o velho e seu cachorro passando tão rápido, logo pensou “vai ser breve”. Mas não. O velho ficou em primeiro e terminou a corrida. O vizinho chato viu pela televisão o acontecimento e falou consigo mesmo:

_Isso é possível , meu Deus!? Acho que estou sonhando!

O velho pronunciou pela televisão e falou com um sorriso:

_ Isso mostra que todos são capazes! Até eu, um cego velho, graças ao Squit!

Davi Paulo Silva Reis

Escola Estadual Governador Juscelino

6º Ano “B”

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