Até dízimo de igreja pagará novo tributo sobre transação, diz Marcos Cintra

Contribuição Previdenciária será cobrada nas duas pontas, diz secretário da Receita

Julio Wiziack / Mariana Carneiro

O secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, que nega que a CP (Contribuição Previdenciária) seja uma CPMF disfarçada - Pedro Ladeira/Folhapress
O secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, que nega que a CP (Contribuição Previdenciária) seja uma CPMF disfarçada – Pedro Ladeira/Folhapress

O secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, 74, quer acabar com a contribuição previdenciária que incide sobre a folha de pagamentos e criar a Contribuição Previdenciária (CP), um tributo que vai incidir sobre todas as transações financeiras, bancárias ou não, com alíquota de 0,9% e rateado entre as duas pontas da operação (quem paga e quem recebe).

Segundo o secretário, até fiéis de igrejas deverão pagar o imposto quando contribuírem com o dízimo.

“Isso vai ser polêmico”, reconhece. “A base da CP é universal, todo o mundo vai pagar esse imposto, igreja, a economia informal, até o contrabando”, afirma.

Por volta das 09h30 da manhã desta segunda-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro veio a público e desmentiu a criação de um novo tributo. Assista:

Na reforma tributária que está elaborando, o novo tributo substituirá a contribuição previdenciária sobre os salários, que drena R$ 350 bilhões por ano de empresas e trabalhadores.

“Vai ser pecado tributar salário no Brasil”, disse.

PC investiga suspeitos de assaltar mãe e filha na Av. 115 em Capinópolis

Acidente envolvendo caminhão e guincho deixa ferido na BR-365