O jornalismo imoral da rádio Jovem Pan é um mal ao Brasil

A última participação do comentarista na Jovem Pan foi na última sexta-feira (24) de maio

Marco Antonio Villa na Jovem Pan (Foto: Reprodução)
Marco Antonio Villa na Jovem Pan (Foto: Reprodução)

Este artigo contém opiniões do jornalista.

Por Paulo Braga

O jornalismo imoral da rádio Jovem Pan de São Paulo é um mal ao Brasil. A última vítima da parcialidade doentia da emissora é o historiador e comentarista político Marco Antônio Villa.

As recentes críticas a Olavo de Carvalho — guru do presidente Jair Bolsonaro— deram início à derrocada de Villa na emissora. O historiador, por diversas vezes, alcunhou Olavo de Carvalho de ‘Jim Jones da Virgínia’, ‘Marginal da Virgíni’ e ‘Pornô filosofo’.

As críticas crescentes acabaram atingindo o clã Bolsonaro. Carlos Bolsonaro foi chamado de ‘gugu dada’ por Villa. Os comentários ácidos acabaram chegando ao presidente Jair Bolsonaro, onde o comentarista tecia duras críticas à incapacidade do capitão.

Neste mês de maio, durante mais uma de suas intervenções analíticas, Villa chegou a dizer. “Pode ser a última vez que digo isso aqui”, antevendo o que seria seu futuro na emissora paulista.

“O que aconteceu foi o seguinte: após o ‘Jornal da Manhã’ recebi a comunicação do vice-presidente da empresa [José Carlos Pereira] dizendo que não queria os meus serviços pelos próximos 30 dias”, disse Villa no seu canal no Youtube na noite desta terça-feira (28) de maio.

“Não é agradável o que eu estou passando, não sou moleque, tenho história, compromisso com a história. Mas como diz o poeta: ‘tenho que manter a espinha ereta e o coração tranquilo’. Não me dobro aos poderosos”, pontuou.

Parcialidade

A Jovem Pan repaginou o jornalismo da emissora em tempos de Internet e ganhou prestígio da extrema direita do Brasil. O jornalismo parcial da emissora de Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho — o tutinha—, no entanto, não permite pluralidade ou um debate saudável de ideias e demite seus talentos sem pestanejar. Analogamente ao caso de Villa, Silvia Poppovic e Marcelo Madureira também foram vítimas da falta de postura moral da Jovem Pan com o jornalismo.

Tanto a Jovem Pan, quanto Veja e Tv Cultura, usaram Marco Antônio Villa enquanto o mesmo servia aos seus interesses escusos. Descartado como um qualquer por estes veículos midiáticos, Villa deve se dedicar ao seu canal no Youtube para continuar com seus comentários políticos.

No fim de 2018, o principal âncora do Jornal da Manhã da Jovem Pan se aposentou. Joseval Peixoto sempre foi um exemplo de imparcialidade dentro do pântano de interesses obscuros da Jovem Pan.

A emissora paulista vem fazendo uma campanha parcial em favor da reforma da previdência. Durantes os spots, nunca exibe um comentário contrário, o que acende um alerta quanto aos interesses à sombra da campanha.

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