Porque as pessoas se deixam cair em golpes e como evitá-lo

Os golpes bem sucedidos incluem ‘gatilhos’ mentais que acabam atraindo as vítimas

Golpes custam aos indivíduos, organizações e governos triliões de dólares por ano, e muitas vítimas sofrem posteriormente com depressão e problemas de saúde. Não há outro crime, de fato, que afete tantas pessoas de quase todas as idades, origens e localizações geográficas.

Mas por que as pessoas são vítimas desses golpes? Vamos tentar responder a essa pergunta. 

No passado, os golpes eram perpetrados por atores locais relativamente pequenos e muitas vezes feitos face a face, talvez em um seminário de investimento para uma oportunidade imobiliária falsa.

Os golpes ainda acontecem à moda antiga, mas hoje muitos estão sendo coordenados por equipes transnacionais, inclusive por grupos na Jamaica, Costa Rica, Canadá e Nigéria.

Nos últimos anos, a fraude se transformou numa atividade criminosa global generalizada à medida que a tecnologia reduziu seu custo ao mesmo tempo em que tornou mais fácil do que nunca atingir milhões de consumidores quase instantaneamente.

Para estudar as razões pelas quais os consumidores caem em fraudes, é útil fazer uma análise das situações ocorridas. Por exemplo, ao analisar múltiplos casos de golpes bem-sucedidos, obtidas junto das autoridades, podemos ir em busca de temas comuns.

Por exemplo, muitos deles incluem algum tipo de nome familiar, como Marriott ou Costco, para aumentar sua credibilidade e “autoridade”. Os golpistas frequentemente usam técnicas de persuasão como fingir ser um negócio legítimo e usar códigos da área local para estimular a familiaridade. Ou eles fazem reivindicações sensíveis ao tempo para aumentar a motivação. O uso de imagem também ajuda, por exemplo cartas bastante coloridas e incluindo imagens de dinheiro ou prêmios e “vencedores” passados. Outros passam por muito mais profissionais e incluíam texto legal, para também criar uma aura de legitimidade.

Experiências conduzidas na área ajudam a compreender melhor a situação. Estas mostram que no geral, as pessoas têm alguma tendência em participar nos esquemas. Alguns desses testes mostram percentagem altas, como cerca de 50% dos participantes, a demonstrarem vontade em contactar os agentes dos golpes, independentemente de pensarem que estão perante um esquema. 

A curiosidade que ‘mata o gato’

Podemos, por isso, pensar que o fator curiosidade será um dos responsáveis, dando importância aquele ditado de que “a curiosidade matou o gato”. 

Contudo, isso não é a única motivação. Infelizmente, os consumidores superestimam sua capacidade de desistir se a oferta for uma farsa. Uma vez identificados os “sugadores” em potencial, respondendo a uma solicitação real por telefone ou ao clicar em um anúncio fraudulento, eles podem ser alvos implacáveis por telefone, e-mail e e-mail. Muitos se esquecem disso. 

Para muitos, as solicitações via e-mail indesejados, spam e robocalls são incrivelmente irritantes. Mas para alguns, eles são mais do que apenas um incômodo, eles são uma armadilha.

Para melhor proteger-se de ser alvo destes esquemas, você precisa ter cuidado e usar recursos para ajudar a evitar fraudes. Existem alguns serviços e aplicativos destinados a auxiliar na triagem de chamadas e na prevenção de roubo de identidade. E algumas empresas de telefonia permitem que você opte por esses serviços. E mais educação do consumidor sobre os perigos de fraudes ajudaria também a reduzir o número e o risco para as vítimas.

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