Polícia procura assassino do lençol em Uberaba

Câmeras de segurança flagraram um rapaz, que subiu para a residência com a vítima, e saiu do prédio sob um lençol. Ele é o principal suspeito do crime registrado nesta quarta-feira (12).

Principal suspeito deixou o local enrolado em um lençol — Foto: Divulgação/Circuito interno
Principal suspeito deixou o local enrolado em um lençol — Foto: Divulgação/Circuito interno

Já com as imagens das câmeras de segurança do prédio, a Polícia Civil tenta identificar o principal suspeito de ter assassinado um geógrafo piauiense de 43 anos em Uberaba. O homem foi encontrado morto na madrugada desta quarta-feira (11), na região central da cidade. O corpo foi achado pelo companheiro da vítima, no apartamento onde moravam.

As imagens gravaram quando a vítima e um rapaz subiram para o nono andar. O suspeito usava boné, bermuda, camisa e tênis. Cerca de 20 minutos depois, o rapaz saiu do elevador enrolado em um lençol. Conforme o titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Uberaba, delegado Cyro Moreira, esse é o principal suspeito de ter matado o geógrafo.

“A filha do casal estava no quarto com o ventilador ou ar-condicionado ligado, e não ouviu nada. Estamos investigando se já era uma pessoa conhecida. Mas, pelas características que identificamos da vítima, pode ser que aquele fosse um relacionamento eventual, um encontro pela primeira vez”, afirmou o delegado.

Ele também informou que a família da vítima desconhece o homem que aparece nas imagens.

Ainda conforme o delegado, a hipótese de latrocínio – roubo seguido de morte – foi descartada. “A cena [do crime], num primeiro momento, foi descrita como um possível encontro de cadáver ou até suicídio. No entanto, os achados periciais indicam homicídio. A vítima foi espancada”, explicou Cyro.

Segundo análise do Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte foi asfixia.

Crime

O parceiro da vítima relatou à Polícia Militar (PM) que ao voltar do trabalho, por volta das 6h15, encontrou o corpo no quarto do casal, deitado no chão, ao lado da cama e sem roupas.

À PM, o companheiro contou que saiu para trabalhar à noite, deixando no apartamento a vítima e a filha do casal. O companheiro também pontuou que ligou para a vítima e que, durante a conversa, não percebeu nada diferente. Ele confirmou à polícia que o parceiro tinha relacionamentos extraconjugais.

Conforme médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a vítima já não apresentava sinais vitais no momento em que a equipe chegou ao local. A perícia foi acionada e o corpo encaminhado para o IML, que confirmou a morte por asfixia.

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