Corpo do cantor Juliano Cezar é enterrado em Passos

Músico morreu após sofrer infarto durante show no Paraná e foi velado em Ribeirão Preto (SP) e na cidade mineira, onde nasceu.

Amigos e fãs se reuniram para último adeus a Juliano Cezar — Foto: Gabriela Prado/EPTV
Amigos e fãs se reuniram para último adeus a Juliano Cezar — Foto: Gabriela Prado/EPTV

O corpo do cantor Juliano Cezar, vítima de um infarto fulminante durante um show no Paraná, foi enterrado na sua cidade natal, Passos (MG), no início da tarde desta quarta-feira (1º). O sepultamento foi acompanhado por familiares, amigos de longa data e fãs do músico.

O cantor de 58 anos morreu em um show em Uniflor, no norte do Paraná, na madrugada desta terça-feira. O corpo seguiu para Ribeirão Preto, onde chegou por volta das 14h. A família optou por realizar dois velórios – primeiro, na cidade onde morava, e depois na cidade natal. Com isso, o corpo seguiu durante a noite para Passos, onde foi velado nesta quarta-feira.

Na terra natal, o velório foi realizado na sede da Câmara Municipal. Ao lado do caixão e de flores, foram colocados quadros com fotos que lembram da carreira do cantor e fãs se reuniram para o último adeus ao cantor. Logo no início da manhã, os músicos e equipe de produção do cantor chegaram no ônibus da banda.

“Eu posso dizer assim como toda mundo da equipe do Juliano que ele mais ensinava, eu mais aprendia com a experiência de carreira que ele tinha, 30 anos de carreira e planos que viriam pra frente”, contou o violinista Rodrigo Sperandio.

A esposa, casada com o músico há 27 anos, chegou às 9h30. O cantor Rionegro, da dupla com Solimões, também esteve presente. Na última despedida, fãs também cantaram sucessos que marcaram a extensa carreira do sertanejo.

“Eu gostava muito das músicas dele. O sertanejo mesmo, verdadeira, então era muito bom. Então eu gostava muito dele. Fez muito parte da minha adolescência, da minha juventude, fui a muitos shows. Vai fazer muita falta”, contou a fã Lidiane Santos.

O amigo Fábio Henrique Novaes Ferreira lembrou as virtudes do cantor.

“Eu acho que a lição que ele deixa, que ele era um cara assim, que poucos no mercado de hoje tem, que chama humildade e simplicidade. Que a gente deve fazer o bem sem olhar a quem. E ele fazia muito isso e fazia com a maior perfeição”, lembrou.

“Muito descontraído no palco, sempre chamando o público pra ele. Só passava energia positiva e difícil a gente acreditar no que está acontecendo aqui”, lamentou o músico Daniel dos Santos.

Morte de Juliano Cezar

Juliano Cezar morreu na madrugada desta terça, aos 58 anos, após sofrer um infarto fulminante enquanto fazia um show em Uniflor, no norte do Paraná. Um vídeo registrou o momento em que o músico cai no palco e é socorrido pela equipe de produção.

De acordo com o produtor Mauro Vasconcelos, o sertanejo chegou a ser socorrido em um posto médico próximo ao local do evento, onde recebeu massagem cardíaca e injeções de adrenalina por mais de uma hora e meia, mas não resistiu.

A Prefeitura de Passos decretou luto oficial de três dias. Amigos de Ribeirão Preto, onde o cantor vivia há mais de 25 anos, lamentaram a morte e ressaltaram a importância de Juliano Cezar para a projeção nacional de diversos artistas.

Sobrinho do artista, Luiz Felipe Melo Campos contou que a família recebeu a notícia da morte ainda durante a madrugada. “Ele se foi feliz, fazendo o que ele amava. Ele se foi cantando, uma coisa que ele gostava. Ele tinha amor por aquilo”, afirmou.

O cantor era casado e não tinha filhos.

Biografia

Juliano tinha 33 anos de carreira e 14 álbuns, incluindo quatro DVDs.

O sertanejo começou a fazer sucesso ao cantar “Não Aprendi Dizer Adeus” e ganhou o Prêmio Sharp como “cantor revelação”. Também foi indicado ao Grammy Latino com “Melhor Álbum Romântico”.

“Rumo a Goiânia”, “Faz Ela Feliz”, “Bem Aos Olhos da Lua” e “Cowboy Vagabundo” estão entre os sucessos de Juliano Cezar.


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