Esquizofrenia: como compreender e lidar com a doença

Antigamente o tratamento envolvia a institucionalização desses pacientes e incluía métodos desumanos como choques e camisa de força

Arte esquizofrenia | Imagem: Tudo Em Dia - loop
Arte esquizofrenia | Imagem: Tudo Em Dia – loop

A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico caracterizado pela perda de contato com a realidade. Trata-se de um dos transtornos mentais mais antigos conhecidos pela psiquiatria.

A doença se instala geralmente em pessoas jovens, sendo no homem entre 19 e 25 anos e na mulher por volta dos 29/30anos. A proporção da doença entre homens e mulheres é igual, ou seja, é de um homem para cada mulher com a doença.

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A esquizofrenia apresenta dois tipos de sintomas: os produtivos e os negativos.

Os sintomas produtivos envolvem basicamente os delírios e as alucinações. Delírios são visões distorcidas da realidade, sendo o delírio persecutório o mais comum na esquizofrenia, assim, a pessoa acredita que está sendo perseguida e observada por pessoas e que estas estão tramando contra ela. Já as alucinações são caracterizadas por uma percepção que acontece independentemente de um estímulo externo, como escutar vozes.

Os sintomas negativos são caracterizados pela diminuição dos impulsos e da vontade e por achatamento afetivo. Há a perda da capacidade de entrar em sintonia com o ambiente, de sentir alegria ou tristeza concordante com a situação externa. Os sintomas negativos fazem com que a pessoa se feche, fique com o olhar perdido e indiferente ao que acontece ao seu redor.

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Em relação aos familiares, o primeiro passo é informa-los sobre o transtorno para que possam compreender melhor a doença e as necessidades da pessoa com esquizofrenia. Além disso, é necessário alertá-los que em alguns casos a pessoa nunca mais volta a ser como antes e portanto, a família terá que se reorganizar para acolhê-lo da melhor forma possível.

O tratamento da esquizofrenia é bastante eficaz na regressão dos sintomas negativos e inclui o uso de medicação, psicoterapia e a participação em grupos que promovam sua reintegração na família, sociedade e trabalho. Em muitos casos, adultos jovens ou adolescentes diagnosticados com o transtorno conseguem manter suas atividades diárias e boa reintegração social.

Antigamente o tratamento envolvia a institucionalização desses pacientes e incluía métodos desumanos como choques, camisa de força etc. Atualmente vivenciamos algumas mudanças, entretanto ainda há muito para se mudar. Quando uma pessoa tem alguma crise/surto a primeira opção vista pelos familiares e sociedade é a internação psiquiátrica, porém o ideal é que indivíduos com esquizofrenia tenham um tratamento que os possibilitem se manter no contexto da família e da comunidade.

Daniela Lourenço Miranda Cortes — Psicóloga

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Alexandre Santos Gomes advogado em Capinópolis