Rio de Janeiro deve cancelar cirurgias eletivas

O governo do estado do Rio de Janeiro deve publicar amanhã (16) um decreto com a determinação do secretário de estado de Saúde, Edmar Santos, suspendendo as cirurgias eletivas na rede pública estadual e nas universidades, com exceção para as cardíacas e oncológicas. Os leitos que seriam destinados aos pacientes serão bloqueados para a utilização com os infectados pela Covid-19.

A informação foi passada pelo próprio secretário em uma mensagem de WhatsApp para um grupo de médicos, a que a Agência Brasil teve acesso. Ainda na mensagem, o secretário pede que a medida seja estendida à rede privada e não comenta o prazo de aplicação das medidas.

Edmar Santos informa que as medidas vão suspender também férias dos profissionais de saúde no período de enfrentamento ao coronavírus nos próximos dias. Além disso, ficarão proibidas as visitas aos pacientes contaminados que estejam internados e aos outros pacientes ficam restritas a apenas um dia.

Casos

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro atualizou o quadro de coronavírus no estado. Até este domingo (15), manteve em 24 o número de casos de pacientes com a Covid-19, mas os suspeitos, que ontem eram 76, passaram para 95.

Os casos confirmados no Rio de Janeiro são 22; em Niterói, um; e em Barra Mansa, um. Os contaminados são dez homens e 14 mulheres. “Todos estão em isolamento domiciliar e apresentam estado de saúde estável”, informou a secretaria. A SES informou ainda que registrou os primeiros casos de transmissão comunitária na capital fluminense.

Idosos

Ainda na mensagem, o secretário informou que o idoso que precisar de medicamento da Farmácia Estadual de Medicamentos Especiais (Riofarmes) não precisará buscar pessoalmente no local. Segundo o secretário, deverá indicar, por documento, um portador mais novo que possa receber o medicamento.

Recado

Ao se dirigir ao grupo, que classificou com capacidade de influência no meio empresarial e médico, o secretário fez um alerta. “Ou paramos o Rio de Janeiro agora ou nos cobrarão o custo das mortes que virão. Preciso que cada um de vocês seja um replicador por todos os canais: familiares, profissionais, de mídia, no sentido de convencer a nos médicos e profissionais de saúde, que não temos como fugir do enfrentamento dessa luta. A situação é grave, provavelmente, faltará mais recursos humanos que recursos materiais. Precisamos do engajamento de todos, corajosamente, para enfrentar talvez a primeira pandemia que essa geração conheceu. Muitos de nós não estava aqui em 1918”, concluiu.

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