Comunidades pesqueiras do Amapá enfrentam condições precárias devido à pandemia, revela estudo

O estado do Amapá tem 17 mil pescadores que usam a atividade para o seu sustento e de sua família. Os produtos frutos da pesca abastecem os mercados interno e internacional.

Com a pandemia do novo coronavírus que resultou em isolamento social, fechamento de comércio e redução da atividade econômica, o setor pesqueiro do estado sofre muito as consequências. 

De acordo com um estudo da Universidade Estadual do Amapá, atualmente a pesca está praticamente paralisada devido à queda na demanda interna e na exportação, além das dificuldades logísticas para o transporte dos produtos até os mercados consumidores.

Houve também uma queda brusca no preço dos produtos comercializados. Essa redução dos valores chegou até a 80%, em espécies como bagre e uritinga.

Justamente porque a capacidade de armazenamento das empresas de beneficiamento de pescado, nos municípios de Oiapoque e Calçoene, principais pólos pesqueiros do estado, já atingiram o rendimento máximo, e a pesca teve que ser reduzida por falta de saída dos produtos.

Ainda de acordo com a pesquisa da universidade,  as comunidades pesqueiras estão enfrentando condições de vida precárias devido à queda brusca e inesperada da renda familiar dos pescadores. Apesar do auxílio emergencial oferecido às populações mais carentes, muitas famílias ainda não receberam o dinheiro ou tiveram seus pedidos negados.

Desde o início da pandemia, o governo do Amapá adotou medidas para conter o avanço do novo coronavírus, como decretação do estado de emergência, instituição de um centro de operações de emergência, além das medidas de isolamento social e restrição das atividades comerciais.

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