Janones volta a ter projeção nacional ao defender auxilio de R$600

O deputado por Minas Gerais voltou aos holofotes nacionais, desta vez, em defesa da permanência do auxilio emergencial no valor de R$600. Janones chegou a registrar mais interações na rede, do que o mandatário da República, Jair Bolsonaro

André Janones | Foto: Redes Sociais
André Janones | Foto: Redes Sociais

Eleito em 2018 por mais de 178 mil mineiros, o deputado federal André Janones (Avante-MG), voltou a ter projeção nacional, desta vez, ao defender a permanência do auxilio emergencial no valor de R$600.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou a extensão dos pagamentos do auxilio emergencial até dezembro de 2020, com a redução do benefício para R$ 300.

Uma publicação do deputado Janones na terça-feira (01.set.2020), em defrontação a Bolsonaro, gerou uma onda de compartilhamentos e se tornou o post mais comentado do mundo, naquele dia, no Facebook.

Segundo o jornal O Globo, André Janones gastou R$ 13 mil da cota parlamentar para impulsionar conteúdo no Facebook em 2020 — R$ 7,3 mil foram desembolsados no mês de julho.

“A briga do brasileiro não é pelo Bolsonaro, não é pelo Lula. É para colocar comida na mesa, ter renda, sobreviver. As minhas postagens não são pró-bolsonaro ou pró-PT. Já votei em dezenas de propostas favoráveis ao governo, assim como votei contra em várias outras”, disse o deputado, cujo partido integra a base bolsonarista.

Greve dos caminhoneiros de 2018

Janones, 36 anos, é formado em direito e tornou-se conhecido nacionalmente ao defender os caminhoneiros na grande paralisação nacional. A greve dos caminhoneiros ocorreu em 2018.

O advogado já era conhecido na região do Pontal do Triângulo Mineiro pela defesa de pessoas menos favorecidas ─ que sofrem com o sistema precário na área da saúde. Durante a greve dos caminhoneiros, chegou a ser rotulado de ex-petista e ‘agitador’ pelo jornal Folha de S.Paulo, ao contrário do El País, o denominou como ‘Porta-voz’ da greve.

Pedido de cassação em 2019

Após ser eleito, o deputado enfrentou um processo de cassação no Conselho de Ética por quebra de decoro, após dizer nas redes sociais que a Câmara tem “bandidos, corruptos e ladrões”. O caso acabou arquivado.

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