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Advogado que atua em Capinópolis e região é preso em operação de combate ao tráfico internacional de drogas

Rafael Chamoun, 35 anos, foi preso durante operação desencadeada em várias regiões do Brasil e Europa em combate ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro

Ituiutaba, Minas Gerais. Um advogado que atua em Capinópolis e na região foi preso em Ituiutaba, na manhã desta segunda-feira (23.nov.2020). Rafael Chamoun, 35 anos, foi preso em decorrência da Operação “Enterprise”, desencadeada em várias regiões do país e Europa em combate ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

Rafael Chamoun foi preso pela Polícia Federal (PF). Os policiais estiveram na casa do suspeito e no escritório dele, no Centro de Ituiutaba. O advogado foi encaminhado ao Presídio de Tupaciguara.

A investigação e a ação foram comandadas pela Polícia Federal e Receita Federal do Paraná, que informaram que o alvo é uma organização criminosa especializada no envio de cocaína para a Europa.

Mandados também foram cumpridos em outras cidades de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco. E ainda na Espanha, Colômbia, Portugal e Emirados Árabes Unidos.

Os advogados de defesa de Rafael, Hudson de Freitas e Robson Luiz Silva Filho disseram a uma emissora de Tv que “a situação do suspeito investigado nada tem a ver com os fatos apurados e que logo será provada a sua inocência e restabelecida a sua liberdade”.

Investigação

Nesta segunda-feira foram cumpridos 217 mandados judiciais, sendo 66 de prisão e 151 de busca e apreensão em no país, sendo oito na Europa. Mais de 50 toneladas de cocaína foram apreendidas desde o início das investigações.

Segundo a PF, a investigação durou mais de dois anos e aponta que os dois portos mais usados pelos traficantes eram os de Santos, no litoral paulista, e de Paranaguá, no litoral do Paraná. A droga, ainda de acordo com as as investigações, era enviada, em grande parte, para a Europa.

O esquema de lavagem de dinheiro, ainda conforme a PF, envolvia multimilionários no Brasil e no exterior com uso de várias interpostas pessoas, conhecidas como laranjas, e empresas de fachada, com o objetivo de dar aparência lícita ao lucro do tráfico.

A Receita Federal disse que as investigações iniciaram a partir de uma apreensão realizada em setembro de 2017, quando 776 quilos de cocaína, que estavam sendo exportados pelo Porto de Paranaguá com destino ao Porto de Antuérpia, na Bélgica, foram apreendidos.

A partir dessa apreensão, ainda de acordo com a Receita, a PF instaurou um inquérito policial e os dois órgãos públicos atuaram em conjunto nas investigações até descobrir a organização criminosa.

Outras passagens pelo sistema judiciário

Uma ação conjunta da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e da Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu o mesmo  advogado criminalista no dia 21 de julho no Setor Norte, em Ituiutaba.

Na ocasião, outras três pessoas foram presas — um taxista, um motorista de aplicativo e um vaqueiro— todos de Goiás. Eles não tiveram o nome revelado.