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Dezenas morrem em acidente entre caminhão e ônibus no interior de SP

Segundo a PMRv, o ônibus transportava funcionários de uma empresa têxtil - Fotos: Colaboração
 Segundo a PMRv, o ônibus transportava funcionários de uma empresa têxtil – Fotos: Colaboração

Um acidente entre um ônibus e um caminhão provocou ao menos 41 mortes e deixou mais dezenas de feridos na manhã de hoje no interior de São Paulo. A batida aconteceu na rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, entre Taguaí e Taquarituba, na região de Avaré. O Corpo de Bombeiros de Piraju disse que recebeu o primeiro chamado para atender a ocorrência às 6h45

Segundo a Polícia Militar, o acidente ocorreu no km 172 da rodovia, em Taguaí, e o ônibus levava 53 pessoas, que eram funcionárias de uma empresa têxtil, para o trabalho. As vítimas do ônibus seguiam para o trabalho, em uma fábrica — ‘Stattus Jeans’. O ônibus era da Star Turismo.

Imagem: Reprodução/GloboNews
Imagem: Reprodução/GloboNews

Todos os corpos já foram levados para o IML (Instituto Médico Legal) de Avaré.

Maior acidente do ano

A Polícia Militar trata o acidente como o maior do ano, de acordo com o tenente Alexandre Guedes. “É a maior ocorrência de acidente com vítimas fatais nas rodovias neste ano”, disse ele, à GloboNews. Segundo ele, a primeira hipótese é de que uma ultrapassagem poderia ter causado o acidente, mas as investigações ainda estão em estágio inicial.

O DER informou que esse foi o primeiro acidente fatal no trecho da rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho entre Taguaí e Taquarituba em 10 anos.

Empresa diz que ônibus era contratado por funcionários

A região onde ocorreu o acidente tem uma concentração de fábricas têxteis, a maioria localizada em Taguaí. Geralmente, estes ônibus buscam os funcionários das cidades da região para o trabalho.

O advogado da Stattus Jeans Indústria e Comércio Ltda, Emerson Fernandes, afirmou ao portal UOL que o ônibus era uma espécie de ‘lotação’ contratada pelos próprios funcionários, sem ligação direta com a empresa. Todos os ocupantes eram da cidade de Itaí, informou o advogado.

“Estamos trabalhando junto com o senhor Gustavo, da prefeitura de Itaí, na intenção de liberar os corpos o mais rápido possível para ajudar nos velórios em Itaí. Todas as pessoas eram desta cidade. É importante dizer que o ônibus não tinha ligação com a empresa, era tipo uma terceirizada contratada pelos funcionários, como se fosse uma lotação para vir para o trabalho em Taguaí”, disse Fernandes, acrescentando que a empresa está consternada com o ocorrido.