PF investiga desvio de verbas da saúde para combater a Covid-19 em Divinópolis e outras cidades

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Polícia Federal faz operação em Divinópolis — Foto: Divulgação/PF

Divinópolis, Minas Gerais. A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (11.dez.2020), quatro mandados de prisão e 26 de busca e apreensão em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas. Outras sete cidades de Minas Gerais também estão sendo alvos de uma operação contra desvio de recursos na área da Saúde, especialmente no período de pandemia. O secretário de Saúde de Divinópolis, Amarildo Souza, foi afastado.

Segundo as investigações da operação “Entre Amigos”, o esquema envolvia uma Organização Social (OS) responsável pela gestão de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e do Hospital de Campanha de Divinópolis. Somente um dos contratos investigados ultrapassa a cifra de R$ 100 milhões, incluindo aditivos.

Além do afastamento do secretário e do cumprimento de mandados, também foram quebrados, com autorização da Justiça, 50 sigilos fiscais e bancários. Os alvos tiveram ainda sequestro e indisponibilidade de bens que ultrapassam R$ 2 milhões. Nove empresas são investigadas no inquérito.

O secretário, durante entrevista coletiva nesta quinta, explicou que ele não estava afastado do cargo e que o procedimento da Polícia Federal é de investigação da empresa que administra a UPA de Divinópolis. No entanto, por volta de meio-dia, a Prefeitura recebeu a notificação com o afastamento.

A Polícia Federal informou durante entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira que a Organização Social (OS) investigada é de Belo Horizonte.

Mandados também são cumpridos em Oliveira, no Centro-Oeste de Minas, e outras cidades do Estado, como Belo Horizonte, Betim, Contagem, Mateus Leme, Lagoa Santa e São Joaquim de Bicas.

Investigações

Segundo a PF, as investigações foram iniciadas após uma denúncia informando sobre um possível sobrepreço na locação de ambulâncias que seriam utilizadas pelo Hospital de Campanha e por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Divinópolis.

Documentos foram analisados e enviados para Controladoria Geral da União (CGU) que, por sua vez, passou a examinar a contratação de uma Organização Social (OS) pela Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis para gerenciar a UPA Padre Roberto e o Hospital de Campanha.

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