Há cinco anos, o América conquistou seu último título mineiro após eliminar o Cruzeiro nas semifinais, e desbancar o Atlético, favorito, na final. Sob o comando de Givanildo Oliveira o objetivo era claro: fazer história. Agora, o time comandado por Lisca tentará repetir a dose, com um elenco mais entrosado e organizado taticamente.

Naquela edição, o time demonstrou instabilidade no campeonato. O início foi animador, com estreia por 3 a 0 sobre o Guarani de Divinópolis, porém, nos sete jogos seguintes, venceu apenas duas vezes, sendo duas vitórias, dois empates e três derrotas; acumulou quatro jogos sem vencer. O Coelho só reencontrou o caminho das vitórias na 9ª rodada, diante do Uberlândia.

O América fechou a primeira fase na quarta colocação, com 18 pontos – cinco vitórias, três empates e três derrotas, aproveitamento de 55%. Avançou às semifinais e eliminou justamente o Cruzeiro, com vitória por 2 a 0 no jogo de ida, na Arena Independência, e empate em 0 a 0, no Mineirão. Com o resultado, fez com que a Raposa ficasse fora da decisão estadual por dois anos seguidos, mesma situação atual.

O Coelho possuía um time regular, com jogadores experientes mas nenhum ‘craque’. Tinha em seu plantel jogadores formados nas categorias de base do clube, e apostava na mescla entre juventude e experiência. Os principais nomes da equipe, eram o goleiro João Ricardo e o experiente meia Leandro Guerreiro.

CCAA Capinópolis

No primeiro confronto diante do Atlético, o time contava com João Ricardo; Pablo (Artur), Alison, Sueliton, Bryan; Leandro Guerreiro, Claudinei, Osman; Borges, Rafael Bastos (Ernandes) e Tiago Luis (Danilo Barcelos); no comando da equipe, Giva. A artilharia do Estadual foi dividida entre Osman, com 5 gols, e Danilo, com 4. O meia Danilo, marcou, inclusive, os três gols do América nos confrontos com o Galo.

Superior e mais organizado

Neste ano, o início no Campeonato Mineiro em termos técnicos táticos não foi dos melhores, devido ao curto período de descanso e preparação entre o fim da Série B e o início da competição. Apesar disso, a equipe estreou com vitória por 1 a 0 sobre o Boa Esporte, e nos sete jogos seguintes, venceu quatro, perdeu dois e empatou um.

O Coelho viu o Atlético se isolar na liderança do Estadual, mas brigou pela vice-liderança e conseguiu fechar a fase classificatória com 22 pontos, sete vitórias, um empate e três derrotas; aproveitamento de 67%. Mesmo que Rodolfo tenha anotado 7 gols, a artilharia é dividida entre outros 14 jogadores.

Agora, o América comandado por Lisca se mostra mais forte coletivamente, um time agressivo, que propõe o jogo e que se impõe frente ao adversário. Ainda que não seja um ‘super time’, é um time qualificado, com bons nomes tanto no time titular como no time reserva.

O treinador aposta na espinha dorsal do time com Matheus Cavichioli; Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann, João Paulo; Zé Ricardo, Juninho, Alê; Bruno Nazário, Felipe Azevedo e Rodolfo.

Para o volante Juninho, conquistar o  título do Campeonato Mineiro, é coroar um trabalho e deixar a marca do atual elenco na história do clube. “Temos que estar melhor do que em 2020, por que a gente não foi campeão [na última edição], nosso desejo esse ano é coroar com algum título, começando com o Mineiro, o pensamento é esse”, declarou, em entrevista à TV Coelho.

Fato é que o América possui um time mais qualificado do que o de cinco anos atrás para conquistar o título do Campeonato Mineiro, visto o que conquistou na última temporada – ao chegar à semifinal da Copa do Brasil e ficar com o vice da Série B. Porém, por outro lado, também enfrentará um Atlético bem diferente daquele de 2016.

A inspiração da equipe Alviverde vem da quebra de favoritismo do alvinegro naquele ano, que rendeu a décima sexta taça, para buscar, agora, a décima sétima conquista do Campeonato Mineiro de 2021.

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